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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Gen Pés (ADEUS)


Faleceu no dia 19 de dezembro de 2012 o cartunista e Humanista Keiji Nakazawa. Ele tinha 73 anos e sofria de câncer.
Em 1945 Keiji Nakazawa era uma criança que vivia em Hiroshima durante a Segunda Guerra quando a cidade foi atingida por uma bomba atômica. A experiência dantesca de Nakazawa é narrada no mangá Gen – Descalços, alter ego do autor que, de um menino que não compreendia a guerra foi atirado no meio de um inferno nuclear sem precedentes e perdeu quase toda sua familia.
Lembro que quando eu peguei emprestado do meu primo o primeiro volume do Gen Pés Descalços pra ler eu achei muito tocante, dramático, envolvente, além de uma grande aula de história, mas bem exagerado em vários pontos com situações que extrapolavam o surreal. Nada me preparou para o que estava escrito no prefácio (ou posfácio, não lembro agora) da obra.
Tudo aquilo era real.
                                           
TUDO aconteceu mesmo, seja com o próprio Keiji Kakazawa ou com pessoas que ele conheceu. TUDO. O pai pacifista que era contra a guerra e a família sendo marginalizada pela sociedade japonesa, a tensão dos ataques aéreos, o irmão que virou kamikaze e se arrependeu, a explosão com o calor de mil sóis, as pessoas derretando como zumbis no meio da rua, o cavalo pegando fogo, a morte de metade da sua família presos nos escombros em chamas do que restara da sua casa, quando ele entrega o barco de brinquedo pro irmão antes dele morrer carbonizado com a irmã e o pai, o parto da irmã caçula no meio daquele inferno, os incontáveis feridos e amputados que não conseguiam nem morrer, a velhinha em prantos tacando pedras no cadáver do soldado americanoque estava preso numa cadeia da cidade e também foi vítima da explosão, a proliferação das moscas pelo calor, as larvas que se multiplicavam dentro dos corpos das pessoas machucadas, a maldição da radiação sobre os habitantes da cidade, a estupidez doImperador Hirohito e a crueldade das autoridades norte-americanas que ainda enviaram uma SEGUNDA bomba a Nagasaki, a miséria que assolou as duas cidades por anos, osósia do irmão morto dele que foi vítima da criminalidade que tomou conta da região, a irmãzinha que foi usada como objeto levada para consolar várias famílias que tinham perdido seus filhos pequenos… a cena em que ela morre de fome nos braços de Genquando ele finalmente consegue alimento pra ela…
Era difícil de acreditar, mas toda aquela penosa história aconteceu DE VERDADE. Não saía da minha cabeça COMO uma pessoa passou por TUDO AQUILO… e ainda estava aquicontando a sua história. A leitura dessa obra mexeu bastante com a minha visão de mundo e de todas as pessoas que eu conheço que já leram também.
Quando cresceu e começou a fazer mangás, o autor acreditava que eles deveriam tratar de temas como esportes e entretenimento.
“Eu queria apenas esquecer os horrores de tudo aquilo. Quando me tornei cartunista, a última coisa sobre a qual queria escrever era sobre aquilo. Eu odiava a simples menção da palavra e achava que quadrinhos eram pra se divertir.
Até o dia em que – muitos anos depois da tragédia – sua mãe morreu de câncer. Era um costume das famílias japonesas (que inclusive é mostrado no mangá) cremar o corpo dos parentes para conservar os ossos. Isto não pôde ser feito com a mãe de Keiji Nakazawa. Ereacendeu sua indignação contra a bomba atômica.
“Minha mãe morreu padecendo de uma série de diferentes enfermidades, sua vida havia sido um sofrimento constante após a bomba. Quando seu corpo foi cremado, descobri algo que me fez tremer de raiva: não sobrara nada de seus ossos. Geralmente os ossos resistem à cremação, mas o césio radioativo tinha devorado o esqueleto de minha mãe… A bomba atômica tinha tirado tudo de mim, até os ossos de minha querida mãe. O ódio ferveu dentro de mim e pela primeira vez eu me confrontei com a bomba”
Ele usou então sua Arte como uma forma de expandir a consciência das pessoas sobre o risco da energia nuclear e do seu uso como armamento. Gen foi o primeiro mangá usado em escolas no Japão e depois no resto do mundo como material educacional. O autor costumava dar palestras ao redor do planeta falando sobre sua obra e procurava passar uma mensagem pra Humanidade.
Seria bom que todos ouvissem o que ele tem a dizer. Keiji Nakazawa morreu, maspermanecerá eterno nas páginas de uma das histórias em quadrinhos mais emocionantes de todos os tempos. Abaixo uma das adaptações em forma de animação de Gen Pés-Descalços, que não tem 1/5 da dramaticidade do quadrinho, mas vale muito a pena conferir.
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Morreu Gutemberg Monteiro, o Goot


Gutemberg Monteiro teve uma carreira daquelas que se confundem com a própria história dos quadrinhos no Brasil. Seu pai era motorista de Adolfo Aizen, o dono da EBAL, e grande pioneiro das HQs no Brasil.

Goot à esquerda
Foi Aizen quem descobriu o talento de Gutemberg na década de 40 e um tempo depois, o artista já estava tambem trabalhando como principal capista dos quadrinhos de heróis e policiais para Roberto Marinho na RGE (Editora Globo). Também trabalhou na quadrinização de clássicos da literatura brasileira como A Moreninha.
Quando a produção de HQs começou a decair por aqui ele foi viver e trabalhar nos EUA onde fez carreira, passando a a ser conhecido como Goot, mas a algum tempo tinha voltado ao Brasil. Faleceu aos 96 anos, devido a uma intoxicação. Apesar da idade avançada, ainda estava lúcido e no inicio de 2012 havia recebido uma homenagem da ABI.
Durante anos emprestou seu traço a vááários personagens classicos como O Fantasma, Mandrake, Flash Gordon, Superman, Batman, Capitão América, Capitão Marvel, Agente Secreto X-9, Príncipe Valente, Ferdinando, Gasparzinho, Brasinha, Tom & Jerry, entre muitos outros.
Dizem que tinha um carinho especial por Tom & Jerry, cuja tira dominical ele desenhou por 15 anos seguidos nos Estados Unidos. Pra muita gente Goot foi também o melhor capista do Fantasma de todos os tempos. Chegou a desenhar algumas HQs do Espírito que Andaproduzidas no Brasil com roteiros de Walmir Amaral.
Abaixo e possivel ver algumas obras do artista:

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Adeus Emmanuelle



Atenção, nerds que passaram a adolescência assistindo a Sexta Sexy e o Cine Privê da TV Bandeirantes, hoje trago uma notícia muito triste para vocês: Sylvia Kristel, a Emmanuelle, morreu na noite desta quarta, em sua casa, vítima de câncer.
Sylvia começou como a Emmanuelle em 1974 e fez mais de 50 filmes internacionais – quase todos como a eterna personagem que fez a nossa alegria nos sábados à noite. Emmanuelle já visitou o espaço, já foi pra Tokyo, Bangkok, África, para a ilha do taboo, para a grécia antiga, visitou uma tribo de canibais (tudum-pá), já foi pra uma prisão inde era o inferno da terra (é sério), já teve um filme inteiro para escapar dessa prisão (é sério mesmo) e em 2004 enfrentou o Drácula!
Mas não só de Cine Privê viveu Sylvia. Em 2006, ela ganhou um prêmio especial do júri no Festival de Tribeca pela animação “Topor and Me”, dirigida por ela e que conta a história do cenário cultural parisiense dos anos 1970, quando ela começou a filmar “Emmanuelle”. Além disso, em 1972 ela foi eleita Miss TV Europe e recentemente vivia em Amsterdan vendendo suas pinturas.
Aqiu está o primeio filme COMPLETO da Emmanuelle:

Enfim, fica aqui a homenagem à eterna Emmanuelle… Opa, peraí. Homenagem? Essa mulher é a mais homenageada do Brasil! HAIUHA IUHA IUHAIUHA IHA
Fonte Mdm
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Michael Clarke Duncan (1957 – 2012)



Eu podia usar um daqueles clichês bobos, e dizer que ontem o mundo do cinema amanheceu mais triste com a perda desse grande (literalmente também) ator. Mas, redundantemente, seria um clichê e, pior do que isso, seria uma mentira. Porque a impressão que eu tenho é que Hollywood e seu cinema cagavam para Michael Clarke Duncan e seu talento. Mas calma, vamos à notícia primeiro, apesar de que você já deve estar sabendo. O ator Michael Clarke Duncan, indicado ao Oscar por sua interpretação do condenado John Coffey em À espera de um milagre, morreu ontem, dia 03 de setembro, das consequências de um ataque cardíaco sofrido em julho deste ano.
Como eu dizia, em seu primeiro grande trabalho, o talento de Duncan lhe valeu uma merecida indicação ao Oscar. Entretanto, ao contrário de tantos outros atores em começo de estrelato, a indicação (que não se converteu em premiação) não abriu as portas do “grande” cinema a Duncan – apesar dele ter participado de filmes de alto investimento financeiro (como a Ilha, Planeta dos Macacos ou Armageddon), nenhum de seus outros trabalhos se deu em filmes memoráveis, fazendo de Clarke Duncan um excelente ator em filmes medíocres, comoDemolidor, por exemplo.
A carreira de Duncan nem seguiu a galhofagem total do modelo Samuel L. Jackson, nem a escola “sou um ator foda, por isso faço até filmes não tão bons” de Morgan Freeman, por exemplo. Do contrário, a carreira de Duncan revela um ator bom, mas relegado ao escanteio, ao papel boboca do brutamontes, quase sempre burro (O Cavaleiro e o Dragão; Sin City, Chun-li…), mesmo que seu primeiro grande trabalho e os outros tantos de dublagem que se seguiram (Lanterna Verde, o jogo God of War, Kung Fu Panda) gritassem que ele era mais do que isso.
Talvez Hollywood não saiba sair do estereótipo de que um negro gigantesco e com cara de mau pode ser outra coisa senão o grandalhão porradeiro. Ou do pretinho piadista e trapaceiro. Talvez. Pelo sim e pelo não, com seu jeito abrutalhado mas inteligente e competente, Michael Clarke Duncan foi uma possibilidade de se quebrar esses estereótipos, e morreu subaproveitado.
Uma pena. Pode demorar para aparecer outro com as mesmas qualidades…
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Morre o artista italiano Sergio Toppi


Autocaricatura de Sergio Toppi
 
Morreu no dia 21 de agosto de 2012, o autor de quadrinhos italianos, Sergio Toppi.
Nascido em 11 de outubro de 1932 em Milão, Toppi trabalhou como ilustrador para empresas de publicidade, onde aperfeiçoou sua técnica. Sua primeira história em quadrinhos foi a tirinha Mago Zurli, publicada em 1966 na revista Il Corriere dei Piccoli.

Entre outros clássicos, Toppi trabalhou com Hugo Pratt em Corto MalteseLinusSgt Kirk e várias outras séries clássicas italianas. Um de seus trabalhos mais conhecidos no Brasil é a edição O Homem do Nilo, da série Um Homem, Uma Aventura, publicada pela extinta Ebal, além de diversas colaborações em títulos da Sergio Bonelli Editore.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Diretor Tony Scott morre aos 68 anos

                                               Tony Scott  
                                                                         Tony Scott (1944 - 2012)
O cineasta Tony Scott (Top Gun, Incontrolável, O Sequestro do Metrô 1 2 3) morreu neste domingo, às 12h30, em Los Angeles.
 Segundo a rede ABC News, uma fonte próxima do cineasta diz que Scott foi diagnosticado com um câncer no cérebro. O tumor seria inoperável, de acordo com a fonte. [Atualizado]
Irmão do também cineasta Ridley Scott, Tony se jogou da ponte Vincent Thomas, segundo informações do Daily Breeze. O corpo do cineasta foi encontrado às 16h30 pela equipe de bombeiros e levado ao IML local.
Tony Scott havia terminado de rodar com seu irmão a minissérie Coma para a A&E, com previsão de lançamento no próximo mês. Além disso, seu nome era cotado para vários novos projetos, incluindo a sequência de Top Gun, um remake de Meu Ódio será tua Herança e Lucky Strike,filme sobre cartel de drogas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

MORRE AOS 85 ANOS O LENDÁRIO DESENHISTA DE QUADRINHOS JOE KUBERT

 



Um dos maiores nomes dos quadrinhos faleceu nesse domingo : Joe Kubert . Com 85 anos , ele é considerado uma lenda viva da arte sequencial




Em 1976, ele fundou a Kubert School, renomada escola de artes gráficas e histórias em quadrinhos dos Estados Unidos. Em sua carreira tem passagens elogiadas por títulos como Tarzan, Sargento Rock, Gavião Negro e Ás Inimigo
Sua influência é tão intensa que seu nome entrou para o Jack Kirby Hall of Fame, do Harvey Awards, e para o Will Eisner Comic Book Hall of Fame , duas importantes instituições do mundo dos quadrinhos.
Ultimamente cuidava da arte-final da série Before Watchmen: Nite Owl da DC Comics que mostra o Coruja em início de carreira.
Está programada para outubro a publicação da série Joe Kubert Presents pela DC , uma antologia de histórias de Kubert ao lado de outros artistas que mostrara personagens como o Gavião Negro com traços e roteiros do mestre.
Kubert deixa dois filhos, Andy e Adam ( foto acima) , ambos também artistas de HQs.
A causa da morte ainda não foi informada.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

10 Anos Sem o Agente G

Em 18 de julho de 2002 morria Gerson de Abreu, figura marcante da infância e adolescência de muita gente.


Gerson era um ator, humorista, apresentador, repórter, cantor e escritor que ficou muito conhecido por seu trabalho com o público infanto-juvenil nos anos 90. Começou sua carreira na TV Cultura de São Paulo em programas como É Proibido Colar, Tempo de Verão, Bambalalão, Caleidoscópio, Sábado Vivo, Som Pop.
Entre 1992 e 1994 chegou ao estrelato com o programa infantil X-Tudo, o qual apresentava ao lado do boneco X. A atração dava continuidade a um formato considerado inovador da emissora na programação infantil brasileira pois mesclava educação e cultura com diversão e entretenimento. Ou seja, era inteligente sem ser chato.


Em 1995 Gerson foi pra Rede Record e atingiu o auge de sua carreira com o personagem título de um programa tão simples quanto genial, O Agente G. Utilizando um dos maiores talentos de Gerson, a sua capacidade impressionante de contracenar com bonecos como se fossem atores reais, O Agente G contava as aventuras dos agentes da G.E.L.O. (Grupo Especial pela Lei e a Ordem) contra os agentes da C.O.I.S.A. (Central Odiosa de Inimigos Safados e Abomináveis).
A maioria dos colegas do Agente G, exceto a Bárbara e o inesquecível Mestre Iodo, eram alimentos do seu apartamento que ganhavam vida através de bonecos, como Leite, Refri, Repolho, Salsinha, Gela Tina, Coco. O Chefe que dava as ordens ficava no congelador. No lado do mal ficavam Gina, Brígida (irmã gêmea de Bárbara), os capangas Nefasto, Sinistro e Soturno, além do histriônico Corvo Edgar Alan Poe. O programa também contava com uma parte educativa e cultural (herança do trabalho do mesmo pessoal que tinha vindo da TV Cultura) como experiências científicas e indicações de livros, além de atrações como O Mundo de Beakman, a série do Zorro da Disney (redublada e colorizada), Os Três Patetas, Gato Félix, Faísca e Fumaça e o hilário desenho animado do Beetlejuice.
Ladeado por uma equipe muito talentosa de atores, manipuladores de bonecos e dubladores Gerson conseguiu tirar audiência até da Globo quando o programa estreou no horário nobre em rede nacional. Tinha o carinho das crianças e a admiração dos adultos com um humor que de início fazia rir todas as idades. Nunca vou esquecer do dia em que eles leram uma cartinha de uma criança dizendo:
"Graças a você minha mãe parou de ver aquela novela chata."
Um tempo depois a Record passou o Agente G pro horário da tarde, onde ele também reinava absoluto, ganhando o prêmio de Melhor Programa Infantil de Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1997. Aliás, até hoje tento achar o video do dia em que o Gerson participou do programa do Beakman. Infelizmente, nesse mesmo ano a atração passou a ser exibida de manhã e completamente descaracterizada. Só tinha experiências, sem as aventuras inocentes e o humor do começo e acabou chegando ao fim.


Em 1998 Gerson participou de outro programa infantil na Record, Vila Esperança, que não emplacou. Mas ele continuou bastante ativo como ator no teatro e na televisão. Dizem que estava tentando emagrecer para interpretar o papel do cantor Waldick Soriano quando sofreu um infarto e morreu aos 37 anos. Alguns o consideram o maior apresentador infantil da história da Televisão Brasileira. Fica a homenagem ao Gordo, o Obeso Amigo do Mestre Iodo.

Conheça um pouco da historia de Jon Lord, tecladista e fundador do Deep Purple



Morreu, aos 71 anos, Jon Lord, telcadista e fundador do Deep Purple, uma das mais importantes e influentes bandas de hard rock da Inglaterra em todos os tempos, que teve seu auge na primeira metade dos anos 1970. Lord lutava contra um câncer no pâncreas e foi internado numa clínica em Londres, falecendo de uma embolia pulmonar.
Nascido Jonathan Douglas Lord em 1941, em Leicester, na Inglaterra, estudou piano clássico quando criança e se mudou para Londres em 1959 com a intenção de realizar uma carreira como ator. Contudo, seu lado musical falou mais forte e, logo, estava envolvido na fortíssima cena de Rhythm and Blues (R&B) de Londres, a mesma que geraria The Rolling Stones, The Animals, The Yardbirds, Eric Clapton, Jimmy Page e Jeff Beck. Já em 1960, participou de sua primeira banda, The Bill Ashton Combo, mais orientada para o jazz; mudando-se em seguida para The Red Bludd’s Bluesicians.

O som de Lord era base fundamental do Deep Purple.
O talento de Lord para as teclas logo chamaram a atenção e passou a complementar sua renda como músico de estúdio (sessionman) para outros artistas, tarefa ao qual também se dedicava Jimmy Page, futuro fundador do Led Zeppelin. O tecladista participou da gravação de algumas canções importantes, com destaque para You really got me, do The Kinks, em 1964.
Em 1963, juntamente a outros membros de sua ex-banda, fundou a banda The Artwood, liderada por Arthur “Artie” Wood. A banda chegou a aparecer na TV e gravar alguns singles, embora sem muito sucesso comercial. A banda ainda mudou de nome para The St. Valentine Day’s Massacre, em 1967, na busca por uma renovação, mas também não deu certo. Após se unir ao irmão caçula de Artie Wood, Ron Wood (futuro membro dos Rolling Stones) em um projeto de curta duração, chamado Santa Barbara Machine Head, Lord se uniu ao baterista e cantor Chris Curtis (do The Searches) e ao guitarrista Richie Blackmore para fundar uma nova banda chamada Roundabout. Curtis saiu pouco depois, mas Lord e Blackmore seguiram em frente.

A formação clássica do Deep Purple, nos anos 1970. Jon Lord é o primeiro à esquerda.
Em 1968, a nova banda se tornou o Deep Purple, com Rod Evans nos vocais, Nick Simper no baixo, Richie Blackmore na guitarra, Jon Lord nos teclados e Ian Paice na bateria. A primeira encarnação do grupo misturava blues, R&B, covers dos Beatles e a influência sinfônica de Lord para compor um som novo, dado a improvisações instrumentais. A banda flertou com o rock progressivo, antes de enveredar decisivamente com o hard rock que nascia então, com bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath. Aliás, Purple, Zeppelin e Sabbath foram a “santíssima trindade” do hard rock em todos os tempos, lançando as bases do que seria, bem mais tarde, o heavy metal.
mas vale destacar que o álbum Concert For Group and Orchestra, de 1969, é uma obra fundamentalmente de autoria de Lord, onde extravasa suas influências sinfônicas e seu amor por Bach. Com a entrada de Ian Gillan nos vocais e Roger Glover no baixo para aquele disco, o Deep Purple entrou em sua formação mais célebre e gravou álbuns clássicos como In Rock (de 1970) e Machine Head (de 1972), que reúnem a maioria de suas canções mais conhecidas.
Paralelamente à carreira com o Purple, Jon Lord também realizou uma discreta carreira-solo, mais orientada para a música sinfônica, com a qual lançou dois álbuns: Gemini Suite, em 1972; e Sarabande, em 1975.
Após o fim do Deep Purple, em 1976, Lord se uniu ao também tecladista Tony Ashton e formou o trio Paice, Ashton & Lord, também com o ex-baterista do Purple, Ian Paice. Contudo, Lord terminaria integrando a banda de outro ex-membro do Purple, o vocalista David Coverdale, entrando para o Whitesnake em 1978.

Lord (ao centro, de óculos) no Whitesnake.
O Whitesnake era uma banda de hard rock de linhagem mais “leve” que, por isso mesmo, fez bastante sucesso na Inglaterra e emplacou vários hits – embora fossem menos bem-sucedidos nos Estados Unidos. Mas Lord vivia frustrado com a orientação mais comercial da banda e, por isso, saiu em 1984 para se dedicar a uma reunião da segunda – e mais célebre – formação do Deep Purple.
A reunião rendeu discos e turnês e, apesar de algumas baixas – notadamente do guitarrista Richie Blackmore, que foi substituído por Steve Morse – o Deep Purple permaneceu ativo durante todo o restante dos anos 1980 e 1990 e além. Jon Lord se desligou do Purple em 2002, mas a banda continua na ativa, tendo tocado no Brasil em outubro de 2011.
A partir de 2002, Lord passou a se dedicar mais à carreira solo e a seu trabalho sinfônico, tendo lançado discos e vídeos. Inclusive, Lord esteve no Brasil em 2009 para a abertura da Virada Cultural, onde se apresentou com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência do maestro Rodrigo Carvalho.
Diagnosticado com câncer em agosto de 2011, o músico vinha se dedicando ao tratamento, mas também lançou um disco recentemente.
font hqrock

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Adeus Ray Bradbury


                        

Faleceu hoje de manhã em Los Angeles um dos pilares da ficção científica, Ray Bradbury. Ele tinha 91 anos.
Ray Bradbury sempre foi apaixonado pelo tema, já o trabalhava em fanzines quando era mais novo. Mais tarde começou a publicar contos em jornais e revistas pulp, refinando seu trabalho a ponto de mesclar a ficção científica com terror e suspense.
Ele fez parte de um seleto grupo de autores do século XX que levou o gênero aonde ninguém poderia imaginar até então. Está eternamente no panteão do sci fi junto com Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, Harlan Ellison, Richard Matherson, Douglas Adams, Rod Serling, Gene Rodenberry e outros gênios.


Suas obras mais famosas foram três histórias (todas publicadas na década de 50) com alguma relação com o futuro: As Crônicas Marcianas, contos inteligados sobre a saga da colonização humana em Marte, o romance Fahrenheit 451, sobre um futuro sombrio onde a humanidade é impedida de ler e a função dos bombeiros é queimar livros nas ruas e Uma Sombra Passou Por Aqui (também conhecido como O Homem Ilustrado ou Recordações do Futuro) onde as tatuagens feitas por um mulher do futuro num homem ganham vida em cada conto do livro.
Atuou também em outras áreas. Fez roteiros pro cinema como a adaptação de Moby Dick do diretor John Huston, baseada na obra de Herman Melville. Trabalhou na concepção de cenários e brinquedos da Disney World e da Euro Disney. Criou a animação Icarus Montgolfier Wright, que concorreu ao Oscar e foi premiado com o Emmy pelo filme animado The Halloween Tree (A Árvore do Halloween), produção infantil da Hanna-Barbera baseado em sua obra homônima, e da qual participou como roteirista e narrador.


               
               
               


Aliás, os contos e romances do autor inspiraram inúmeras adaptações desde os quadrinhos de terror da EC Comics, passando por episódios de séries como Além da Imaginação, Contos da Escuridão, Suspense e Alfred Hithcock Apresenta, uma minissérie pra televisão sobre As Crônicas Marcianas, até versões cinematográficas como o clássico Fahrenheit 451 (dirigido por François Truffautt) e Uma Sombra Passou Por Aqui ou o mais recente O Som do Trovão.
Já o longa-metragem que virou a franquia de sucesso Efeito Borboleta é derivado da mesma idéia apresentada no conto homônimo de O Som do Trovão. Também apresentou um programa de TV, The Ray Radbury Theater, que adaptou 65 histórias suas de 1985 até 1992.


               
               
               


Fora do campo criativo, onde era considerado um humanista, Bradbury tinha opiniões políticas tidas como polêmicas e até retrógradas. Apoiou o ataque das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki e a Guerra do Iraque na gestão Bush. Ficou mesmo incomodado com o cineasta Michael Moore ter entitulado seu documentário de crítica ao então governo como Fahrenheit 9/11, ainda que alegasse uma motivação artística e não política. Moore se desculpou com o escritor, mas não pode modificar o nome, dizendo já havia um trabalho avançado de publicidade com o título do documentário.
O escritor brasileiro Mario Quintana certa vez homenageou o colega norte-americano com o poema "Ray Bradbury" que você pode ler aqui. E a cantora Rachel Bloom também prestou sua homenagem ao autor no inusitado clip Fuck Me Ray Bradbury. HUAHAIUHAUHAIHAUAHA!!!!!!!!!!!

              

Aguardem mais um post sobre a obra do autor em breve.


"Qualquer coisa que você sonha é ficção e qualquer coisa que você conseguir é uma ciência. Toda a história da humanidade nada mais é que ficção científica."
Ray Bradbury