quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dez grandes duelos de espada do cinema e televisão


                       Banner Melhores Espadas
Colaborador: Felipe de Castro
Sempre amei filmes de capa e espada. Nunca soube ao certo porque esses filmes me fascinam de uma maneira tão especial, mas desde criança ficava grudado com as aventuras do Zorro, os Três Mosqueteiros e Robin Hood. Com o tempo comecei a apreciar todos os estilos de lutas de espadas de diferentes culturas e alugava qualquer vídeo que tinha uma espada na capa (chegando a me decepcionar muitas vezes).
Uma boa cena de esgrima exige muito preparo físico, uma coreografia bem ensaiada e paciência. Muitos atores acabam recebendo mais de um golpe ao executar uma sequencia errada, e se não for bem filmado fica obvio que a luta é uma farsa.
Foi com o intuito de comentar alguns desses grandes duelos que decidi fazer uma lista dos dez enfrentamentos com as nobres armas que mais me entusiasmaram na minha vida. Nessa lista inclui vários tipos de espada, desde o sabre de cavalaria até a mortal katana.
Não necessariamente o filme ou seriado mencionado aqui é bom, estou avaliando apenas se a cena de luta é bem feita, original ou marcante por alguma razão especial.
Sem mais delongas apresento-lhes os meus duelos prediletos. Em guarda (contém spoilers)!
                         
01 – Robert Roy MacGregor X Archibald Cunningham (Rob Roy: A Saga de uma Paixão, 1995)
Archibald é o chefe da guarda de um marques corrupto e ganha a vida com sua espada, sem nunca questionar a ética de seus atos. No filme, ele rouba dinheiro e estupra a esposa de Robert Roy. Para limpar a sua honra, Roy desafia Archibald para um duelo.
A luta é muito interessante e bem-feita, realista e selvagem. Archibald claramente é um espadachim superior ao rival e não se intimida por seu porte físico avantajado. Ele não se limita a derrotar o inimigo, mas sim em humilhá-lo. Nesse excelente confronto vemos o ponto em que a força e determinação de um homem podem ofuscar a verdadeira habilidade de combate.
Tim Roth, o ator que interpreta Archibald, se entrega tanto ao personagem e o dota com uma ironia tão intensa que o espectador realmente torce por ele, apesar de ser um canalha.

                       
02 – André Moreau X Noel, Marques de Mayne (Scaramouche, 1952)
Um clássico. Na França pré-revolucionária, André Moreau passa anos se dedicando a arte da esgrima para poder vingar a morte de seu melhor amigo pelo florete de Noel, o Marques de Mayne.
O duelo final ocorre em um teatro e o que não faltam são acrobacias, frases intrépidas e golpes astutos. Prato cheio para qualquer fã de filmes de capa e espada.

                      
03 – Jack Sparrow X Will Turner X James Norrington (Piratas do Caribe: O Baú da Morte, 2006)
O segundo filme da saga Piratas do Caribe não é tão bom como o primeiro, mas um divertido e inusitado duelo de espadas conseguiu se destacar. Aqui, são três personagens que lutam entre si pelo baú que contem o coração do vilão da história. O enfrentamento é de arrancar risadas pela genialidade da coreografia, que culmina em uma briga encima de um moinho de água em movimento! Pena que para ver esta cena devemos suportar tanta enrolação…

                         
04 – Zorro X Elena (A Máscara do Zorro, 1998)
Nesse longa, Zorro realiza com sua espada uma proeza que muitos homens desejariam fazer: rasgar as roupas de Chaterine Zeta-Jones! Isso é mais do que motivo para o duelo constar nessa lista.

                       
05 – Spike Spiegel X Vicius (Cowboy Bebop, 1998)
Não é um duelo de espada tradicional, pois apenas o vilão está armado de uma espada (uma katana), enquanto que o protagonista luta com uma pistola. Mas, nem por isso o embate é desigual. No quinto capítulo da série animada Cowboy Bebop, Spike deve enfrentar um inimigo do seu passado em uma velha igreja. Após matar vários dos capangas de Vicius, o confronto final se desenrola de forma rápida e brutal (pisque os olhos e poderá perder a luta). Destaque para a trilha sonora de toda a cena, simplesmente fenomenal.

                        
06 – Jean Pierre X Pichot (Que Rei Sou Eu, 1989)
Esta luta merece um destaque especial, por ser de uma novela que eu adorava e assisti quando tinha apenas sete anos. Que Rei Sou Eu foi uma das razões do meu interesse por filmes de capa e espada. O duelo no último episódio foi muito bem rodado e provou que as produções nacionais podem competir de igual para igual com as norte-americanas.

                         
07 – Juan Sanchez Ramirez X Victor Kruger (Highlander: O Guerreiro Imortal, 1986)
Quando me refiro a Highlander, obviamente falo do primeiro filme (o único que presta). Os dois imortais se enfrentam em uma construção medieval enquanto sobem uma escadaria. Apesar de Ramirez ser superior ao vilão em perícia, a força bruta e sede de sangue de Victor Kruger o fazem se sobressair. À medida que sobem os degraus duelando, as paredes vão sendo destruídas por uma tormenta que cai do lado de fora. No final (spoiler pra quem ainda não assistiu), Ramirez é decapitado no alto da escada. Enfatizo a fotografia da cena, uma das maiores qualidades do filme (junto com a trilha sonora do Queen). Sempre tenho na memória a morte do bom e velho Ramirez.
Observação: Comentei a lista com um amigo e ele alegou que a luta de Ramirez é, na verdade, muito ruim e que apenas sobrevivia em minha memória. Segui o conselho de rever a cena com os olhos de hoje, e de fato, devo dizer que me decepcionei um pouco. Não que a batalha seja ruim, apenas não é tão boa quanto eu recordava. Fica evidente que os atores tentam acertar a espada do outro e não o inimigo. Mas tudo bem, está valendo!
O código de incorporação dessa cena não foi liberado, portanto segue abaixo o trailer do filme. A luta você confere clicando aqui.

                       
08 – The Bride/Belatrix Kiddo X O-Ren Ishii (Kill Bill: Vol. 1, 2003)
Depois de promover um massacre em uma casa de chá, a noiva finalmente se depara com O-Ren Ishii, uma de suas antigas colegas. Belatrix deixou uma trilha de sangue atrás de si, cortou, decapitou e decepou muita gente, mas a batalha entre as duas no jardim japonês foi muito mais incrível, uma coreografia realmente bela. A extravagante e amarela figura de Belatrix em contraste com a serenidade e beleza de O-Ren Ishii.
Luta de katanas bem feita, com bela fotografia, boa trilha sonora e duas gatas. O que mais podemos pedir?

                           
09 – Luke Skywalker X Darth Vader (Star Wars Episódio VI: O Retorno do Jedi, 1983)
No último capítulo da clássica trilogia, Luke Skywalker já é um Jedi poderoso e maduro, com a difícil missão de enfrentar seu pai, Darth Vader. Apesar de o vilão ser a mão direita do Imperador Palpatine (símbolo da Tirania de toda uma galáxia) Luke, a princípio, reluta em combatê-lo, mas acaba deixando-se levar pela ira e mostra a Darth Vader que pôde superá-lo em força e poder.
Por que gosto tanto desta luta? Pela coreografia podemos dizer que o duelo contra Darth Maul em A Ameaça Fantasma é melhor. Porém, a luta final de Luke contra Darth Vader é muito mais intensa, há um conflito interno entre um filho que não deseja matar o seu pai e o herói que precisa lutar para salvar a galáxia. Termina com a redenção e morte de Darth Vader e horas de psicanálises para o jovem Luke.

                               
10 – Westley X Iñigo Montoya (A Princesa Prometida, 1987)
Iñigo Montoya é um exímio espadachim que deve deter um misterioso homem trajado de preto (Westley). Eles não se odeiam ou guardam rinhas do passado, antes da luta até conversam um sobre o outro e simpatizam mutuamente, mas o destino os colocou em lados opostos e nenhum deles pode dar o braço a torcer.
No começo do embate ambos apenas se certificam das habilidades do oponente, sem parar de conversar. À medida que o ritmo da contenda avança, Iñigo se alegra ao atestar que está diante de um rival à sua altura. Fica difícil para o espectador escolher a quem dedicar sua torcida, pois ambos os personagens são muito carismáticos.
Uma luta que sem dúvida resume bem o espírito dos filmes de capa e espada, imperdível!

American Pie: O Reencontro – Crítica


                                  Asmerican Reunion Banner
O primeiro American Pie não foi só um sucesso inesperado de bilheteria, ele tornou-se a referência das comédias adolescentes da década de 90. Assim como Porkys fez no passado, Jim, Stifler e cia. nos apresentam a uma mistura de humor escatológico, toques de besteirol e nenhum pudor, mostrando um grupo de adolescentes fazendo um pacto para perderem a virgindade até a formatura. Obviamente, essa fórmula não funcionaria por muito tempo – prova disso são os resultados inferiores das suas continuações –, e é exatamente nesse ponto que reside a maior qualidade de American Pie – O Reencontro.
                                  
Assim como o público que os assistiu em 1999, o elenco e seus respectivos personagens envelheceram. Sabendo disso, a dupla de diretores Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg – mesmos das aventuras de Harold & Kumar – investe seu humor exatamente na transição para a vida adulta, nas responsabilidades, no emprego, na família e no simples fato de que eles não têm mais idade para ficar festejando a noite inteira. Isso, claro, não impede que a turma se meta em confusões cada vez mais absurdas, envolvendo adolescentes nuas e rixas com os valentões da escola.
A trama gira em torno da reunião de 12 anos dos formados na turma de 1999. Adultos e cheios de responsabilidades, os amigos se reencontram para matar a saudade e rever os colegas. Jim (Jason Biggs) continua casado com Michelle (Alyson Hannigan), e no momento passa por um período de “seca” após o nascimento do seu primeiro filho; Oz (Chris Klein) mantém a fama de apresentador esportivo e é casado com uma bela modelo, mas nunca conseguiu esquecer Heather (Mena Suvari), seu primeiro amor; problema similar ao que passa Kevin (Thomas Ian Nicholas), que, mesmo com um casamento feliz, não consegue esconder a excitação ao ver Vicky (Tara Reid) novamente; Finch (Eddie Kaye Thomas) continua se aventurando pelo mundo procurando um verdadeiro amor que o faça esquecer a Mãe de Stifler (Jennifer Coolidge); enquanto Stifler (Seann William Scott) quer a todo custo manter as coisas exatamente como eram nos tempos de escola.
                                   
Estruturando o seu roteiro por meio de esquetes, com um fiapo de histórias interligando as cenas, o texto de Hurwitz e Schlossberg procura aproveitar ao máximo o humor dos personagens, porém, tal estrutura impossibilita desenvolvimento das situações e acaba apelando para diálogos explicativos e desnecessários (“Ah, então você passou os últimos 10 anos em Nova Iorque trabalhando com arquitetura?”). Além do mais, o roteiro insere diversas cenas desnecessárias que nada acrescentam à história, como a sequência em que o Pai de Jim (Eugene Levy) faz um cadastro em um site de namoros.
Entretanto, American Pie nunca foi famoso por causa de seus roteiros bem elaborados, mas sim por seus personagens cativantes. E isso O Reencontro tem de sobra: Jim continua o desastrado de sempre, Kevin e Oz continuam inseguros, Finch é o mesmo estranho com cara de Mr. Bean, e Stifler… bem, ele continua sendo o Stifmeister. Em meio a risadas e situações embaraçosas (a cena do Pai do Jim na festa é a melhor), American Pie – O Reencontro termina a sua projeção cumprindo o que promete: uma reunião daqueles velhos amigos que não víamos há muito tempo. Vale pela nostalgia.
                                       
AMERICAN PIE – O REENCONTRO(American Reunion – Comédia – 2012 – EUA – 113 min.)

Direção: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg
Roteiro: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg
Elenco: Jason Biggs, Alyson Hannigan, Chris Klein, Thomas Ian Nicholas, Tara Reid, Seann William Scott, Mena Suvari, Eddie Kaye Thomas, Jennifer Coolidge e Eugene Levy.

Heróis e (a avida real) consequências


Nos quadrinhos uma coisa que chama atenção de muitos, é a reação da população aos atos dos heróis. Muitas histórias relatam os atos de heroísmo de forma a demonstrar apenas o contentamento da população. Porem muitas vezes, os atos chamados heroicos, podem acabar causando danos à população e a imagem pública de certos heróis e isso quando ocorre, e acaba sendo bem desenvolvida pelos roteiristas, pode acabar por gerar ótimas histórias paralelas e que complementam, e muito, na complexidade da criação do universo desses super-heróis e os tornam mais críveis.
Vou tomar como exemplo, para ajudar na análise, algumas das Mega sagas da Marvel lançadas há alguns anos, a “Guerra Civil”, “Guerra Mundial do Hulk” e a “Invasão Secreta”. Nessas sagas temos problemas diretamente ligados as escolhas de alguns dos heróis mais renomados no universo Marvel. Essas escolhas acabam por separar não apenas os heróis, como na “Guerra Civil”, mas também a população em seu universo, que se veem em meio a conflitos gerados por erros dos heróis. Em “Guerra Mundial do Hulk” temos um dos maiores problemas da Marvel que é a destruição causada pelo Hulk. Durante anos o Hulk causou destruição e a população clamava por uma atitude por parte dos heróis, que o enviaram para outro planeta. Porém ao retornar e revelar esse plano de exilá-lo ao mundo, muitas pessoas se mostraram a favor do Hulk, mas o que aconteceu para essa mudança de opinião?
Parece-me que foi a transposição da realidade para os quadrinhos, pois o que mais vemos é essa mudança de opinião pública no nosso dia-a-dia, como aconteceu anos atrás com o BOPE no Rio de Janeiro, onde bastou um filme para que toda a opinião pública mudasse sobre eles. Com certeza se a incursão televisionada ao morro do Alemão de dois anos atrás tivesse acontecido antes do primeiro filme do “Tropa de Elite”, a opinião pública teria sido contra o BOPE e teria condenando suas atitudes, alegando serem ríspidas demais.
Assim como na vida real, nos quadrinhos basta uma boa ou má ação para que a opinião publica mude e se torne a favor ou contra determinada atitude. Nessas três sagas citadas a cima temos uma grande responsabilidade de Tony Stark, na primeira por ter sido um dos idealizadores do Ato de Registro, na segunda por ter sido um dos responsáveis pelo exilio imposto ao Hulk e na terceira por ter omitido a invasão Skrull. Graças a esses erros um personagem que vinha sendo bem visto pela opinião publica no universo Marvel, passa a ser quase um “vilão” na sociedade, apenas por conta de más escolhas. Assim como bastou uma boa ação para que Norman Osborn fosse redimido pelos seus atos vilanescos e tivesse recebido o convide para ser o novo protetor do mundo.
Talvez essas questões sejam pouco abordadas nas histórias, mas mesmo o pouco que são utilizadas parece que o são para complementar essas sagas de forma a passar realmente a sensação de caos e de inquietação de que algumas destas necessitam para que se tornem sagas rentáveis e que causem uma boa impressão ao público que não quer ver apenas conflitos, mas também quer uma certa profundidade e credibilidade para as histórias.

Cheio de falhas, tributo à Legião Urbana é salvo por devoção dos fãs


Wagner Moura compensou falta de afinação com suor e performance.
Público saudoso ignorou problemas no som e cantou todas as músicas.
                  Emocionado, Wager Moura se esforçou para entrar no tom das músicas da Legião Urbana  (Foto: Caio Kenji/G1)


Não fosse pelo público, o show em tributo à Legião Urbana, promovido pela MTV nesta terça-feira (29), no Espaço das Américas, em São Paulo, teria sido um ensaio razoável. A começar pelas inúmeras falhas no som, microfonia e instrumentos desafinados – Dado Villa-Lobos tocou mais de três músicas com a guitarra fora de compasso. Na introdução de “Pais e filhos”, Marcelo Bonfá até pediu “Gente, vamos começar de novo”.
Wagner Moura compensou a baixa qualidade vocal com muito suor, dedicação e performance. Correu pelo palco, chorou, deitou e se jogou no chão, pulou e requebrou. Visivelmente emocionado, incorporou os tremeliques característicos de Renato Russo, mas se apresentou como fã da banda por inúmeras vezes - e, de fato, ali, nada mais era do que um pupilo de Renato Russo. “É um dos momentos mais incríveis da minha história. Essa banda mudou minha vida”, disse antes de cantar “Andrea Doria”, sua música preferida do repertório da Legião, ao lado de Fernando Catatau.
Apesar do clima de ensaio, o público respondia com entusiasmo ao pedido de feedback de Moura: “Está tudo bem?” Fiel, a plateia cantou todas as músicas – o que ajudou a abafar a voz por vezes embargada do ator – e pareceu sensibilizada com a entrega dos músicos no palco. Quando desceu ao fosso para cantar “Ainda é cedo” ao lado dos fãs, Wagner Moura teve a camiseta rasgada.
Participações
Foram 28 músicas em mais de duas horas de show, transmitido ao vivo pela MTV.  Às 22h10 Wagner Moura, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, acompanhados por Rodrigo Favaro (baixo), Caio Costa (teclado e arranjos) e Gabriel Carvalho (violão) abriram a apresentação com “Tempo perdido”, música que foi trilha sonora de dois filmes em que Moura é protagonista – “O homem do futuro” e “VIP”.
Tributo à Legião Urbana 1 (Foto: Caio Kenji/G1)
No tributo, mostraram ao vivo pela primeira vez duas músicas do álbum “A Tempestade ou o Livro dos dias”, lançado em 1996 – e o último de Renato Russo . Em “Via láctea”, composição que deixa claro o sofrimento e a tristeza do ex-vocalista, já bem doente na época, Dado deitou no chão do palco e tocou olhando para as imagens do céu projetadas no teto.
Em “Geração Coca -Cola”, Dado e Bonfá, sem Wagner, apresentaram uma versão acústica da canção, e contaram com o reforço da gaita do multi-instrumentista Clayton Martin. A homenagem à Legião Urbana ainda teve a participação de um naipe de cordas em "Monte castelo", além de Andy Gill, do grupo Gang of Four, com Bi Ribeiro na dobradinha “Damaged goods” e “Ainda é cedo”. Dado apresentou o convidado internacional como o responsável pela sua carreira na música. “Ele foi a grande inspiração para que eu me tornasse um guitarrista.”
Gill também não poupou os afagos: “É uma honra estar aqui. Eu fazia música a mais de 10 mil quilômetros de distância e não tinha ideia que minhas canções chegavam ao Brasil. Quando descobri a Legião Urbana, senti sintonia”.
A apresentação foi encerrada com “Será”, música que o público já tinha cobrado antes de primeiro bis. Chorando, Dado, Wagner e Bonfá deixaram o palco com a plateia clamando por “Faroeste Caboclo”.
Wagner Moura deu o recado inúmeras vezes durante a apresentação: “Essa é talvez a última vez que vocês vão ver o Dado e o Bonfá cantarem juntos esse repertorio.” O segundo show do tributo acontece nesta quarta-feira (30), às 22h, no Espaço das Américas, em São Paulo
Por : Lívia Machado
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J. Scott Campbell desenha capa do Homem-Aranha





Marvel divulgou uma capa alternativa para Amazing Spider-Man #688, desenhada por J. Scott Campbell e estrelando o Lagarto

A edição apresenta a primeira parte do arco No Turning Back, de Dan Slott e Giuseppe Camuncoli. A história mostra o amigão da vizinhança se envolvendo em uma batalha entre o Lagarto e Morbius, o Vampiro Vivo, devido a profanação do túmulo deBilly Connors.

Amazing Spider-Man
 #688 chega às comic shops em 27 de junho.

O Homem-Aranha é um super-herói criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1962 para a Marvel Comics. Quando o jovem Peter Parker é acidentalmente picado por uma aranha radioativa, ele desenvolve poderes como força e agilidade proporcionais aos dos aracnídeos, além de um “sentido de aranha”, que o alerta quando se encontra em perigo. Após seu tio ser assassinado por um ladrão que ele, por soberba, havia deixado escapar, Peter resolve usar suas habilidades para ajudar a sociedade.

Arrow série que pretende substituir Smallville surpreende



Pois bem, o episódio piloto da série já foi apresentado pra uma platéia selecionada nos EUA, e alguns comentários foram tecidos à respeito da bagaça...
Disseram que a o piloto tem um clima muito diferente de Smallville, primeiro proque o protagonista Stephen Amell tem muito mais carisma que Tom Welling e que a série deve ser promissora e que surpreendeu positivamente todos os presentes na platéia.
Disseram que há muitos easter eggs no episódio, mas que nenhuma referência a personagens superpoderosos foi feita, e que isso deve ser a regra básica da série... se utilizarão apenas de personagens humanos, que não tenham nenhuma habilidade sobre-humana.
O próprio protagonista da série, Stephen Amell, falou o seguinte ao Zap2it:

Não esperem que o Flash ou Superman apareçam na nova série do CW, Arrow. A abordagem adotada é bem próxima a de Christopher Nolan pra o Batman, com aventuras mais realistas, ninguém no universo de Arrow terá super-poderes.
 Bem, parece que a proposta séria e realista da série agradou a galera selecionada, mas vamos ver se agrada o resto da audiência quando essa série estrear...
Mas aposto que se a audiência for baixa, os caras mudam a proposta rapidinho e começam a enfiar heróis fantasiados e com superpoderes na série, igual como fizeram com Smallville, quando a audiência baixou e eles recuperaram terreno com a Liguinha da Justiça e a SJA:

Batman 3: Nolan fala sobre o Coringa, o fim do Batman e especulações.


De fato, a produção de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o último capítulo da trilogia comandada por Christopher Nolan sobre o homem-morcego publicado pela DC Comics e levado ao cinema pela Warner Bros., disparou quanto à publicidade. Com a nova capa da revista Empire, chegam mais entrevistas e, como sempre, especulações.
Nada de Coringa no novo filme. Nem menção.
Primeiramente, o diretor Christopher Nolan responde a uma pergunta bastante insistente sobre qual a abordagem que Ressurge faz sobre o Coringa, o grande vilão interpretado por Heath Ledger em Batman – O Cavaleiro das Trevas, de 2008. A pergunta faz sentido porque, apesar do ator ter falecido tragicamente antes mesmo da estreia do filme, o personagem muito bem poderia estar vivo no terceiro capítulo da trilogia. Mesmo que não apareça fisicamente, para não macular o ator ou mesmo enfraquecer o personagem com uma aparição descabida, poderia, ainda, haver alguma menção aos atos do vilão.
Mas a resposta de Nolan à Empire é surpreendente:
Não mencionamos o Coringa de nenhuma forma. É algo que senti fortemente em termos do meu relacionamentocom Heath e a experiência que tive com ele durante O Cavaleiro das Trevas. Eu não queria de qualquer forma explicar uma tragédia da vida real. Isso pareceu inapropriado para mim. Apenas temos novos personagens e a continuação da história de Bruce Wayne. Sem envolver o Coringa.
Veremos o fim do Batman?
Questão fechada, então. Nada de Coringa, nem mesmo menção.
Passamos adiante: o Batman irá morrer em Ressurge?
Essa especulação já existe há algum tempo e só ganhou força depois que, em outras reportagens de revistas, não somente Nolan, mas também o ator Christian Bale (Bruce Wayne), passaram a afirmar que o novo filme é o fim da jornada de Bruce Wayne. Mas é um fim literal? Parece que sim.
Também entrevistado pela Empire, o roteirista David S. Goyer, parceiro de Nolan desde Batman Begins, revelou algo instigante: logo após o lançamento de O Cavaleiro das Trevas, ele e Nolan se sentaram para planejar o próximo capítulo da série, que também sabiam, seria o último. Os dois tinham uma imagem muito clara de como seria a última cena do filme. Agora, quatro anos depois, Goyer revela:
A cena final de O Cavaleiro das Trevas Ressurge é exatamente aquela cena que falamos naquela época. Ela permaneceu completamente inalterada. Nós dois sabíamos em nossos corações que estávamos fazendo algo muito especial. E eu tenho que te dizer, tendo finalmente visto tudo aquilo junto pouco tempo atrás e visto aquela cena, tive um nó na garganta.
Bruce Wayne e Alfred na revista Empire.
A revista então tenta tirar algo mais e pergunta: “Veremos Nolan cometer um sacrilégio comercial?”. Goyer responde:
Sim. É por isso é que excitante pra caralho!
Realmente, parece que veremos mesmo o fim da jornada de Bruce Wayne. Mas como isso vai ocorrer?
Um dos pontos principais para entender o que se passa no filme é capturar sua estrutura, o que nunca é fácil em se tratando dos filmes de Christopher Nolan, pois são muito complexos e cheios de surpresas impressionantes. Analisando os vídeos que temos até agora, porém, parece que Ressurge não se passará em pouco tempo, como o foi Cavaleiro das Trevas. Eu diria que Ressurge se passa por um longo período de tempo, que mostrará várias etapas da “aposentadoria” do Batman… e provavelmente sua morte.
Um ponto que parece principal é saber se o filme já começa com o Batman aposentado. Já sabemos – o próprio Nolan nos avisou – que Ressurge inicia oito anos após o fim do anterior. Mas então: Batman desapareceu logo após o fim do último filme? Ou agiu um pouco mais e desapareceu quando a criminalidade baixou (como dá a entender o segundo trailer, que fala de “tempos de paz”)? Ou o Batman ainda estará na ativa quando o filme começa, mas “em fim de carreira” e se aposenta?
Batman ressurge duas vezes no filme?
A segunda resposta parece a mais provável. Nos vídeos, vemos um Bruce Wayne envelhecido e andando de bengala, o que muitos interpretaram como o fruto da ação de Bane (Tom Hardy), mas pode (e deve) ser resultado de algo anterior: a própria carreira do Batman. Quando se aposenta, Wayne está em uma condição física lamentável.
Mas o problema continua. Bane deve atacar o Batman e prendê-lo. É isso o que os vídeos 2 e 3 deixam muito claro. Ele passará outro tempo sumido e voltará outra vez para atacar Bane e a Liga das Sombras. Isso significaria que o homem-morcego “ressurge” duas vezes no filme?
Porque uma das possibilidades é ele não ressurgir de primeiro. Bane atacaria Bruce Wayne na batcaverna (é o que as imagens dão a entender) e o prenderia. No vídeo 3, Wayne pede a Bane para matá-lo e o vilão responde, “Ora, mas a sua punição é o que você mais tem a temer”; e temos as cenas de Wayne sendo jogado em um poço enorme e, depois, subindo nele. Há ainda aquela cena em que ele está em algum lugar como uma prisão ou um monastério e o personagem de Tom Conti diz a ele o que significia o canto misterioso do filme “rises“. Nessas cenas, Wayne está barbado, o que denota passagem do tempo.
O único senão é que se o Batman não volta na primeira vez e Bane só ataca a Bruce Wayne, significa que não teremos o homem-morcego em sua armadura durante 2/3 do filme, só aparecendo no final. Por mais ousado que Nolan seja, não acho que faria isso.
Mas se Batman volta uma primeira vez (para voltar uma segunda depois), o que o motiva? Uma possibilidade pode ser a Mulher-Gato (Anne Hathaway), inclusive, porque talvez ela roube o colar de pérolas da mãe de Bruce Wayne
Haverá uma jornada para a Mulher-Gato: de vilã e ladra a heroína e sucessora?
De qualquer modo, já pudemos ver o ator Christian Bale caracterizado de diversas maneiras nas imagens do filme. Há o Bruce Wayne clássico com aquele ar de playboy que vemos na cena da festa; há o Bruce Wayne cativo, tendando escapar (de barba rala); há um Bruce Wayne com cavanhaque bem longo, mais envelhecido (e que não pode ser o Batman com uma barba daquelas). Outros elementos de passagem de tempo.
Além disso, sabemos que há outras cenas do Batman para além daquelas com Bane. Já vimos fotos e filmagens de cenas do Batman sendo perseguido pela polícia. Isso ocorreria, com certeza, antes da “segunda volta”, onde atuará como um herói. Porém, com Nolan nunca se sabe. Essas cenas podem ser “retroativas” mostrando o passado do Batman, ou seja, um pouco do que aconteceu entre os filmes. O recurso não-linear é algo que Nolan adora usar e a única fez em que não o fez em seus filmes foi em O Cavaleiro das Trevas.
Para colocar lenha na fogueira, veja este vídeo, com um comercial para a TV do filme que traz uma cena inédita: Lucius Fox (Morgan Freeman) apresentando o batwing (a nave do Batman) a um maravilhado Bruce Wayne. Oficialmente, o veículo voador se chama The Bat (o morcego) e é, na verdade, um helicóptero com as hélices embaixo, em vez de em cima. O curioso é que na cena, Wayne diz duas vezes que já está aposentado, além de estar com uma bengala.
http://www.youtube.com/watch?v=RjOqvJJ0D7Y&feature=player_embedded
Selina Kyle presa na revista Empire.
Por fim, temos uma foto de Selina Kyle algemada, no que parece ser a cena do vídeo 3 no qual é interrogada por John Blake (Joseph Gordon-Levitt). O policial pergunta a ela: “Eles o mataram?”; e ela meio chorosa responde: “Não tenho certeza”. De quem estão falando? Do Batman? Ou de Bruce Wayne? Em seguida, temos a cena do policial com uma criança que pergunta: “Ele vai voltar?”; e ele responde: “Não sei”. Este é o Batman, com certeza.
Esse quadro lança muitas considerações sobre os papeis de Selina Kyle e John Blake no filme. Está cada vez mais claro que os dois irão ajudar o Batman no filme e, muito provavelmente, ambos saberão a identidade secreta do herói em algum momento da trama. A cena da delegacia provavelmente se passa após o ataque de Bane ao Batman.
A cena da Mulher-Gato com o Batman, quando ela diz: “Você não conhece mais essas pessoas. Já deu tudo a elas”; e ele responde: “Não tudo”, também indica um retorno. Mas está antes ou depois do ataque de Bane?
Ah, e está claro que o “tudo” é a vida dele, então…
Se Batman morrer, o que vem a seguir?
Parece que John Balek será um aliado próximo. Poderia ser um sucessor?
Do ponto de vista da história, é muito provável que ele passe a tocha para a Mulher-Gato e John Blake. O policial deverá servir como um sucessor. Nesse sentido, ele é uma versão amadurecida do Robin, só que deverá usar a armadura do homem-morcego mesmo. Quem melhor para substituí-lo do que um policial bem treinado?
Do ponto de vista comercial, é óbvio que a Warner Bros. prosseguirá com a franquia. Resta saber como. Talvez, tenha havido um acordo entre o estúdio e o diretor, de modo que os oito anos de intervalo sirvam como janela a ser preenchida por outros filmes, com novos diretores e elenco. Uma trama tão larga no tempo, poderia propiciar uma nova franquia sem causar estragos à antiga por se passar, de algum modo, dentro dela, embora nem precise dizer isso, tendo em vista a riqueza do universo do Batman a ser explorado no futuro. Esse seria o caminho lógico, mas mais arriscado.
Batman mostra a batcaverna para a Mulher-Gato?
O outro caminho, mais fácil, seria reiniciar tudo de uma vez, como a concorrência fez com o Homem-Aranha, ainda procurando vincular o próximo homem-morcego ao novo Superman, abrindo caminho para um filme da Liga da Justiça, que o presidente da Warner, Jeff Robinov, já deixou bem claro que quer mesmo fazer. Depois do sucesso de Os Vingadores da concorrente Marvel, então…
Com história de David S. Goyer e Christopher Nolan; roteiro de Christopher Nolan e Jonathan Nolan; dirigido por Christopher Nolan, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem no elenco: Christian Bale (Batman/Bruce Wayne), Gary Oldman (Comissário Jim Gordon), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Anne Hathaway (Selina Kyle/Mulher-Gato), Tom Hardy (Bane), Marion Cotillard(Miranda Tate/Talia Al Ghul), Joseph Gordon-Levitt (John Blake), Morgan Freeman (Lucius Fox), Liam Neeson (Ra’s Al Ghul), Josh Pence (o jovem Ra’s Al Ghul), Juno Temple (Holly Robinson), Nestor Carbonell (prefeito de Gotham, Anthony Garcia), Matthew Modine (Nixon), Alon Abutbul (Dr. Leonid Pavel), Joey King (jovem Talia Al Ghul), Aiden Gillen (agente da CIA), Daniel Sunjata (policial), Diego Klattenhoff (policial), além de Adam Rodriguez, Rob Brown, Will Estes, Josh StewartBurn Gorman e Tom Conti em papeis não anunciados. A data de estreia no Brasil será em 27 de julho de 2012, uma semana após a estreia nos EUA.
Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.
fonte: hqrok

Perfect Blue-suspense psicológico