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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SURFISTA PRATEADO – de Stan Lee & John Byrne


Img-de-CapaSurfistaEsse especial foi produzido pela Marvel em 1982. Essa é uma história fechada criada por Stan “O cara” Lee e o desenhista canadense , John Byrne. Nela o Senhor Fantástico descobre uma forma de fazer o Surfista atravessar a barreira imposta por Galactus que o prende na Terra,  criada pelo devorador de Mundos anos atrás como um castigo por ter sido traído por seu ex arauto.
Mephisto - criado por Stan Lee & John Buscema ♦ Surfista Prateado– criado por Jack Kirby
Nota-se o quanto incrível o intelecto de Reed Richards pode ser, quando não está ao lado do Homem de Ferro fazendo besteira por aí. Ainda bem que ele não meteu a colher elástica durante a saga Vingadores VS X-men, já basta o fiasco com o Clor, o clone do Thor…
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Aproveitando a oportunidade única, o Surfista Prateado então parte imediatamente, cruzando o universo em direção à Zenn-La, seu antigo mundo natal. Para quem é apenas um garoto como o Moe e talvez não saiba, foi para salvar seu planeta, anos antes, que o então jovem Norrin Radd, sacrificou sua humanidade e seu amor em troca da sobrevivência de seu lar. Em um pacto com Galactus. Ao chegar em seu destino, é isso que nosso herói vê. Parece até certas áreas da Amazônia…
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Através dos sobreviventes, ele descobre que Galactus retornou para o seu planeta após o Surfista ter traído-o para salvar a Terra. Em outras palavras, o gigante ficou magoadinho e resolveu se vingar. Olha só o sorriso de satisfação do infeliz. Não comeu a Terra, então resolveu devorar o que de mais precioso Norrin teria. E sorte do Surfista que Galactus não poderia tecnicamente “carcar” Shalla-Bal…
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Mas essa história criada pelo velho Stan é de uma maldade gratuita (rs), desenvolvida com a única intensão de através de algum fetiche relacionado com o sadismo, infernizar a vida do nobre viajante cósmico. Dessa forma, descobrimos juntos com o Surfista, que Mephisto apareceu na festa em algum momento e sequestrou sua amada!
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O Surfista Prateado segue um rastro deixado por Mephisto de volta à Terra, mais precisamente para a Latvéria (como ele consegue em um tempo mínimo ir de um lugar ao outro?) Simples, o Surfista usa o Bilhete Único, do Eduardo Paes. Ao chegar no país do Doutor Destino, aliás muito sacana do Mephisto se apropriar da casa de Von Doom para realizar esse “encontrinho”, aja visto que o mesmo tem uma antiga confusão com o ditador por manter a alma da mãe de Victor no Inferno. descobrimos que o chifrudão pretende fazer o mesmo com a amada do Surfista.
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Então rola um UFC básico! Lógico que eu apostaria todas as minhas fichas no Wanderley Silva cromado!
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Mephisto, vira a mesa, enviando a jovem de volta à Zenn-La. Já que o Surfista retornou para a Terra, ele está novamente preso a barreira que o impede de avançar para fora da atmosfera do nosso mundo. E de volta ao seu planeta, Shalla-Bal a medida que caminha, vai restaurando a vida por onde passa!
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Obviamente essa não foi a primeira vez que os fãs da Casa das Idéias (na época, boas idéias), viram Shalla-Bal pela primeira vez, mas parece um pouco desapontador que ela continue viva e jovem, afinal isso acaba por fazer com que o leitor pressuponha que o Surfista não foi arauto de Galactus por muito tempo. Fora isso, não há problema nenhum com essa edição, muito pelo contrário.
Não fica claro se realmente o Devorador de Mundos destruiu o planeta em um ato mesquinho de vingança, o que de forma alguma define a criatura acima dessas paixões humanas que ele representa. Talvez ele tenha voltado para Zenn-La para se alimentar, lógico. É possível que o que tenha levado o gigante para lá seja o fato de se tratar do mundo com vida mais próximo que a criatura tinha na memória… Ou como deve ter passado pela cabeça de muitos de nós, tudo isso se trata de uma ilusão de Mephisto – é bem a cara daquele maldito torcedor do Internacional. Afinal, os novos poderes de Shalla-Bal podem comprovar que essa teoria é totalmente possível.
Por fim, a arte fantástica de Byrne, aqui no seu auge, ajuda em muito a elevar o nível dos roteiros de Stan Lee, que para a sorte de nós leitores, estavam muito próximos do trabalho que ele costumava manter na antiga série do Surfista Prateado. Sim, tanto o Surfista, quanto o Hulk (esse por apenas seis edições), ele escrevia muito bem.
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Esse foi um belo conto da Marvel , ainda da época em que vira e mexe, se produziam trabalhos sem a necessidade de se colocar herói contra herói, ou matar de fato quem quer que seja, para que uma história fosse realmente imortal. Temos muitas referências históricas nesse especial, como a primeira aparição do Surfista nas páginas do Quarteto Fantástico de Lee & o rei Jack Kirby (#48-50) e a história clássica do ex arauto de Galactus, no FF #155-157, onde o Doutor Destino o ilude, para que lute contra o Quarteto, usando de uma duplicata de Shalla-Bal. Acabou=se então por determinar na cronologia oficial, de que essa “duplicata” agora foi na verdade a verdadeira, ex namorada do nobre Surfista, colocada lá sem suas memórias, por Mephisto.
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A polêmica sobre criação do Homem Aranha


                                           

No próximo dia 28, Stan Lee comemora 90 anos. Umas das mais controversas figuras do universo dos quadrihos, que participou de todas as eras. Muitos dizem que ele se apropriou de várias ideias dos outros. Uma delas foi criação do seu personagem mais famoso: Homem Aranha!
Neste post é relatado todos os passos da sua criação, além de tentar trazer uma luz sobre esta questão! Uma das surpresas, vocês já conferiu de cara. Foi está arte encontrada recentemente feita por Jack Kirby para uma apreciação de Stan Lee para criação do aracnídeo. Mas ainda há mais surpresas, confira!!

                                              
Em agosto de 1962, na décima quinta (e última) edição da revista Amazing Fantasy surgiu um novo super-herói que acabaria fazendo história: O Homem-Aranha!
Mas de onde surgiu esta personagem? Como foi o seu processo de criação? Muitos detalhes estão obscuros até hoje, mas sabemos que foi essencialmente produto da criatividade de três pessoas; três monstros sagrados dos quadrinhos: Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko.

Stan Lee, ou melhor, Stanley Martin Lieber, era, naquela altura, o editor-chefe e principal escritor da Marvel Comics. Sobrecarregado de trabalho, bolou um método de escrever quadrinhos rápido e interessante: ele escrevia o roteiro básico da história, normalmente apenas uma ou duas páginas datilografadas. Baseado nestas poucas linhas, o ilustrador desenhava toda a revista. Por fim, o lápis chegava às mãos de Lee, que, então, adicionava os diálogos. Este método, que colocava a toda estruturação das histórias nas mãos dos desenhistas, rendeu mais tarde inúmeros questionamentos sobre qual teria sido a real participação de do então editor-chefe na criação das personagens da Marvel Comics.
Jack Kirby - como ficou conhecido Jacob Kurtzberg - era o principal ilustrador de super-heróis da Marvel e foi, a princípio, o encarregado de desenhar o Homem-Aranha. Porém, embora tenha participado do desenvolvimento inicial do Escalador de Paredes, ele nunca chegou a ser desenhista regular do herói.
Steve Ditko era o principal desenhista de tramas de mistério e suspense da Marvel. Pouco afeito a super-heróis, acabou sendo o primeiro e mais importante desenhista do Homem-Aranha. Além de ser um bom ilustrador, ele era um escritor de talento e - ao contrário de Kirby - chegou a ser creditado como co-roteirista em diversas das histórias que fez em parceria com Stan Lee.
Mas qual foi a participação de cada um na criação da personagem? Bem, todos eles já deram suas versões para os acontecimentos e, a partir delas, tentaremos montar o quebra-cabeça que é a verdadeira história do nascimento do Homem-Aranha.

Segundo Stan Lee, o Homem-Aranha foi baseado - ao menos em nome - na personagem The Spider (O Aranha), protagonista de vários contos baratos das revistas pulps que Lee havia lido ao longo de sua infância. À exceção do nome, porém, o violento justiceiro Spider não partilha qualquer outra semelhança com seu quase xará. O tema Homem-Animal para denominar um super-herói também não era nenhuma novidade, tendo sido usado em personagens como o clássico Batman e até em outra co-criação de Stan Lee da época, o Homem-Formiga.
Pouco depois de ter idealizado o personagem, Lee teve uma longa discussão com o dono da Marvel à época, Martin Goodman, que não aceitava um herói baseado em uma aranha porque as pessoas detestam aranhas! Lee, com sua conhecida lábia, convenceu-o a publicar uma história-piloto na revista Amazing Adult Fantasy - nome de Amazing Fantasy até o número 14 -, que estava prestes a ser cancelada.
Amazing Adult Fantasy era uma das revistas de mistério/suspense da Marvel, desenhada por Ditko. No entanto, Kirby, por sua experiência com super-heróis, foi o escolhido para dar forma ao futuro astro. Segundo Lee, sua idéia era a de que a personagem fosse um adolescente comum e não o tradicional herói imponente e musculoso. Entretanto, ao ver as primeiras páginas de Kirby, Lee deparou-se com um novo Capitão América. Não era bem o que ele esperava! Foi então que decidiu chamar Steve Ditko, mais acostumado a retratar o mundo real do que o épico Kirby. Este, porém, ainda desenhou a capa da revista de estréia do personagem.
Lee não recorda se o distintivo uniforme do personagem fora criado por Kirby ou Ditko, nem maiores detalhes sobre seu surgimento. Não custa lembrar que a memória de Lee é proverbialmente fraca, uma vez ele chamou Bruce Banner (o Hulk) de Bob Banner em uma edição inteira do Quarteto Fantástico!
Kirby, porém, questionava diversos detalhes da história de Lee. Segundo ele, o herói era, na verdade, uma reciclagem de Silver Spider (Aranha Prateada), personagem que criara com seu antigo parceiro Joe Simon em 1953, mas fora rejeitado pela editora Harvey Comics (na época, o conceito de super-heróis estava em baixa). A idéia, seis anos depois, acabou sendo reciclada para a editora Archie Comics como The Fly (no Brasil, Mosca Humana).

The Silver Spider por C. C. Beck em 1953


The Fly
Vale mencionar que Simon afirma que Silver Spider fora criado originalmente como Spiderman (sem o hífen do Spider-Man da Marvel) e que os esboços (os mesmos dados por Kirby a Ditko) terias sido desenhado por C.C. Beck (desenhista original do Capitão Marvel da Fawcett!). Há problemas na versão de Simon, já que Jack Kirby dificilmente conseguiria fazer desenhos de Beck passarem por seus (os dois artistas eram tão diferentes quanto óleo e água) e os esboços usados por Simon não condizem com a versão que Ditko dá para o uniforme Kirbyano do personagem.

Afora isso, Kirby alegava ter sido o criador do traje do aracnídeo, embora diversos quadrinhistas questionem essa afirmação, haja vista a roupa não lembrar nenhuma das milhares de vestimentas de super-herói criadas por ele, mas sim as poucas criadas por Ditko. Insistia também que deixou a série por estar com excesso de trabalho - na época, era o responsável por séries como Quarteto Fantástico, Hulk, Thor, Homem-Formiga e numerosas HQs de monstros da Marvel -, porém teria desenhado algumas páginas que serviram de base para a versão de Ditko.
Várias das afirmações deste notável autor são válidas, mas sua memória costumava ser tão deficiente quanto a de Lee...
A solução de tais mistérios ficaria por conta do recluso Steve Ditko. Avesso a entrevistas, ele se absteve de comentar sobre o assunto durante anos, mas um artigo publicado em 1990 lançou nova luz sobre o assunto.
Ditko confirma que Kirby foi efetivamente o primeiro ilustrador designado para a revista, mas saiu por motivos ignorados. Conta ainda que o conceito original era o de um garoto que adquire superpoderes (e corpo de adulto!) graças a uma espécie de anel mágico. Fora um desenho abstrato no peito, nada no traje do herói criado por Kirby lembrava uma aranha embora, ironicamente, guardasse semelhanças com o visual do Capitão América (o que estaria de acordo com a versão de Lee). O protótipo de herói carregava uma arma de teia na cintura, bem diferente dos discretos lançadores de teia que Ditko propôs. O visual de Kirby, baseado em um desenho de Ditko, pode ser visto em outra seção deste livro e é realmente um design muito mais Kirbyano do que o uniforme tradicional do Homem-Aranha.
Nas páginas desenhadas por Kirby (ou C.C. Beck, de acordo com Joe Simon) e descartadas por Ditko, o aventureiro, criado por seus tios idosos como o Homem-Aranha que nós conhecemos, é vizinho de uma espécie de cientista maluco (!) que, subentende-se, teria sido o responsável pelo surgimento de seus poderes.
Como mencionado acima, Ditko ignorou toda essa versão. Tendo retornado, segundo suas próprias palavras, ao roteiro original de Lee, ele refez a história, eliminando idéias como a do cientista e do anel mágico, e criando o uniforme que nós conhecemos hoje. Uma mudança significativa e que, provavelmente, resultou em uma personagem bem mais interessante do que a versão de Lee e Kirby.
Ditko também desenhou uma capa para a revista Amazing Fantasy 15, que acabou sendo rejeitada por Lee e, ironicamente, redesenhada por Kirby. Assim, este acabou sendo o capista da edição.
Embora Amazing Fantasy fosse cancelada após essa edição, o herói atraiu interesse suficiente para ganhar um título próprio,Amazing Spider-Man, que seria co-escrito por Lee e Ditko e desenhado por este último até sua saída da Marvel; sem a participação de Kirby, a essa altura já bastante atarefado com outras personagens.
Como então definir quem foram os verdadeiros criadores do Escalador de Paredes? Steve Ditko é quem oferece a versão mais sólida, mas ele ignora quem criou o nome Homem-Aranha e as razões pelas quais Kirby não foi o desenhista do título. No entanto, é inquestionável que ele criou todo o visual do herói e boa parte dos conceitos da série. Stan Lee foi, sem qualquer sombra de dúvida, o escritor dos marcantes diálogos da série e teve, no mínimo, uma grande participação no roteiro de suas primeiras histórias.
E Jack Kirby? Embora o Rei tenha tido uma importância imensurável na criação de maior parte dos astros da Marvel, sua participação na criação do Aracnídeo é muito pequena. Mesmo considerando que o conceito original tenha realmente sido baseado no Silver Spider que ele fez com Simon, ele foi transformado por Lee e, principalmente, Ditko em algo bastante diferente. E é esta a versão que povoa a imaginação dos leitores há cinquenta anos. A de Stan Lee e Steve Ditko.
Uma última curiosidade fica por conta do fato de heróis pendurados em cordas por cima dos edifícios com bandidos, já serem vistos por aí desde maio de 1939, mas isso não afastou o impacto visual e a boa aceitação do Homem-Aranha para o público de 1962. Steve Ditko foi mesmo uma boa escolha para o aracnídeo da Marvel.


via:omelete

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

TERIA JACK KIRBY PREVISTO O FURACÃO SANDY?

                              
Essa semana a noticia mais comentada foi a supertempestade que varreu a costa leste do Estados Unidos. O Furacão Sandy trouxe destruição e devastação a Nova Iorque como nunca se tinha visto antes. Bom pelo menos nos quadrinhos nós vimos a "grande maça" inundada e destruída. Cortesia de Jack Kirby.É claro que o Rei usou muita imaginação. Mas algumas coisas parecem ter se tornado real. E francamente, me assusta quando a realidade se torna cada mais próxima a ficção.
                   

                     

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

OS NOVOS DEUSES de JACK KIRBY – “Eu ouvi a palavra. E a palavra é BATALHA”!



                              
Uma análise dos quatro primeiros números de “Novos Deuses”, de 1971, escrita, desenhada e editada por Jack Kirby, com arte-final de Vince Colletta.
“Chegou o tempo em que os velhos deuses morreram! O corajoso pereceu com o ardiloso! O nobre definhou, aprisionado na batalha devido ao mal desencadeado! Foi o último dia para eles! Uma Era antiga terminara em holocausto”!
                 
Lançada no início dos anos 70 pela DC Comics, a história dos Novos Deuses começa com a destruição de um velho mundo – muito parecido com a Asgard retratada por Kirby em sua passagem pela Marvel – e serve como uma metáfora para o fim de seu trabalho na editora e o início de uma nova fase em sua maior concorrente. Junto com os Novos Deuses, foram lançadas também as revistas “Povo da Eternidade” e “Senhor Milagre”, os trabalhos mais autorais da carreira de Kirby. Ao mesmo tempo ele também assumiu o título “Superman´s Pal Jimmy Olsen”, todos com histórias relacionadas. Ao conjunto dessas séries foi dado o nome de “O Quarto Mundo de Jack Kirby”.
O traço de Jack Kirby é não apenas revolucionário, como altamente impactante e assertivo, concede ritmo e movimento a cada quadro. As emoções estão pulsando para fora das páginas, tudo é muito épico… impossível não se envolver…
As histórias publicadas no título “Novos Deuses” foram lançadas no Brasil em 2001 pela editora Opera Graphica, em três volumes em preto e branco reunindo todos os seus 11 números, incluindo um epílogo, que só veio a ser concluído por Kirby em 1985.
Muito da obra apresentada nesses títulos gerou a clássica mitologia desses deuses com “d” minúsculo, porém com o poder de alterar os rumos da vida dos meros mortais. , e nada mais justo do que apresentar esse clássico maravilhoso aos nossos amados devotos. Esse é o primeiro de um especial de três partes, onde aos poucos vamos conhecer melhor essa obra, que ainda carece de uma publicação encadernada e em cores aqui no Brasil.
Sem mais sermões… orgulhosamente apresento… Os Novos Deuses de Jack Kirby!
New Gods # 1: Um épico para os nossos tempos!
                
Vindo de alguma parte do cosmo infinito, o guerreiro Órion vem cavalgando as estrelas, atendendo a um chamado de alguém impossível de ignorar: o Pai Celestial, líder e guia espiritual do mundo conhecido como “Nova Gênesis”. Órion é recebido por seu amigo Magtron (“Lightray” no original), que o acompanha até a câmara onde o Pai Celestial se encontra. Lá eles contemplam um fragmento da “FONTE”, o poder superior que dá sentido a suas existências e detém uma sabedoria infinita. Esse fragmento, na forma de um muro, existe desde antes do fim da Era dos velhos deuses, e fora encontrado pelo Pai Celestial, que acredita ter sido escolhido por ele para ser seu guardião. A Fonte é a chave para a Equação da Vida, a qual prega que todos os seres devem permanecer livres, pois a vida floresce apenas em liberdade. Esta é a causa pela qual vivem os deuses de Nova Gênesis. Quando o poder da Fonte se manifesta, os deuses de Nova Gênesis não ousam deixar que passe despercebido. Apesar dos habitantes do lugar serem poderosos, apenas Órion é forte o suficiente para controlar a manipular a “Astro Força”, um poder devastador, capaz de fazer tremer planetas inteiros. A resistência e a determinação de Órion fazem com que ele seja o único capaz de empregar esse poder e contê-lo, a fim de evitar catástrofes cósmicas. A Fonte então avisa que Órion deve partir em uma jornada até o mundo sombrio conhecido como “Apokolips”, e em seguida para um planeta inferior conhecido como Terra. E depois disso… preparar-se para a guerra!
                         
Em Apokolips, Órion enfrenta uma horda de “Paradêmonios” e o cruel Kalibak, apenas para descobrir que o senhor daquele planeta infernal não se encontra em seu Reino. Após fazer vários testes em seres humanos do planeta Terra, o que quebra uma velha regra estabelecida entre ele e o Pai Celestial, Darkseid descobre que o segredo da Equação Antivida está escondido na mente de um humano terrestre. Usando a avançadíssima tecnologia de teleporte do “Tubo de Explosão”, ele pretende transferir milhares de guerreiros e seus maquinários inimagináveis para a Terra, fazendo dela uma nova Apokolips e escravizando toda a sua população enquanto busca o segredo perdido da Equação Antivida, nem que para isso tenha que dissecar cada homem, mulher e criança viva, uma por uma. Com a ajuda de Metron, que surge em meio ao caos, Órion derrota Kalibak e resgata os humanos que estavam sendo usados como cobaias. Então eles se transportam para a Terra via Tubo de Explosão, e o guerreiro tem em sua mente o claro objetivo de encontrar Darkseid e desfazer seus planos, se possível aniquilando o déspota no processo.
                           
Um início de tirar o fôlego. Somos apresentados a Órion e ao conceito do Quarto Mundo, e de seu surgimento, que se deu após a destruição do mundo dos velhos deuses. Conforme é explicado na história, do caos criado por essa devastação, surgiram dois planetas gêmeos e opostos: Nova Gênesis e Apokolips. Luz e trevas. Vida e Antivida.
Interessante notar que Órion é enviado à batalha, missão a qual se lança sem hesitar, mas ainda nem desconfia da profecia que diz que um dia o filho será a derrocada do pai… e que ele é aquele que está predestinado a destruir Darkseid. O laço de sangue entre ele o senhor de Apokolips ainda é um segredo guardado à sete chaves pelo Pai Celestial. Metron surge na trama como uma personagem neutro, sua busca pelo conhecimento é o que o move… não importa quem vença a guerra. Ele só está interessado em saber como e porque as coisas funcionam.
New Gods # 2: O Temível Darkseid
                        
Na Terra, os quatro humanos resgatados por Órion decidem fazer o possível para ajuda-lo a se adaptar, uma vez que ele precisará passar um tempo em nosso planeta tentando evitar a catástrofe planejada por Darkseid. Eles se apresentam como Cláudia Shane, Harvey Lockman, Dave Lincoln e Victor Lanza. Sua primeira atitude é dar um nome terrestre a Órion, que adota a alcunha de O´Ryan. Ao chegarem ao apartamento de Lincoln, eles dão de cara com ninguém menos que o próprio Darkseid em pessoa! Após uma breve batalha entre Órion e o servo de Darkseid, Brola, onde ambos quase morrem, o senhor de Apokolips se transporta para uma estação subterrânea usada para a criação de sua “Máquina do Medo”, a qual ele pretende usar para emitir ondas de pânico por toda a cidade e com isso tentar registrar a onda cerebral específica onde se esconde a Equação Antivida. É onde se dá a primeira aparição de Desaad, e também da Caixa Materna, que Órion usa para conectar sua mente com de seus novos amigos a fim de prestar esclarecimentos sobre a guerra que se aproxima. Ainda com ajuda da Caixa Materna, Órion consegue encontrar a Máquina do Medo e destruí-la, mas não antes que o pânico generalizado imergisse a cidade em um caos desmedido. Em Nova Gênesis, a Fonte se manifesta novamente, alertando sobre a eminência da guerra. Magtron se oferece para ir à Terra auxiliar seu amigo Órion, mas para seu desgosto, o Pai Celestial o proíbe, alegando ainda não ser a hora certa.
New Gods # 3: Morte, seu nome é Corredor Negro!
                          
Uma vez que Darkseid se estabelece na Terra em busca da Equação Antivida, Órion, faz o mesmo, assumindo o nome O´Ryan e se passando por uma pessoa normal. Com ajuda de um de seus novos amigos, Lincoln, que é investigador da polícia, ele tenta rastrear as atividades de Darkseid, e chega ao covil da Intergangue, composta por marginais terrestres manipulados pelos agentes de Apokolips. Enquanto isso, no espaço, Magtron está em sérios problemas, sendo perseguido pelo Corredor Negro, aquele cujo toque pode matar os deuses. Mas ele é salvo por Metron que envia o Corredor para a Terra. Tudo se mostra como fruto da vontade da Fonte, e o Corredor percebe que é necessário na Terra. Ele se funde ao veterano de guerra, o sargento Willie Walker, que encontra-se em um estado vegetativo em função dos ferimentos sofridos em combate. Unindo sua essência com a de Walker, o Corredor cria um vínculo humano e parte em sua missão divina. Ao mesmo tempo em que Órion enfrenta membros da Intergangue armados até os dentes com armas de Apokolips, o Corredor consegue interceptar um caminhão com uma poderosa bomba, impedindo sua detonação ao lança-la ao espaço, fazendo apenas uma vítima: o membro da Intergangue conhecido como Sugar-man, que curiosamente havia tentado matar Willie Walker. Assim o destino fecha mais um ciclo e a vontade da Fonte é satisfeita.
New Gods # 4: Gangue O´Ryan e os Seis Abissais
                           
Metron retornou à Nova Genesis depois de explorar a cultura primitiva de um planeta com seu aprendiz Esak, rompendo as barreiras do tempo e do espaço com sua Poltrona Mobius. Mas ao chegar, as notícias não são animadoras: o Pai Celestial revela que sentiu a morte de um deus de Nova Gênesis na Terra.
                     
Quando os policias retiram o corpo do homem trajando estranhas vestimentas do mar, são surpreendidos pela chegada do investigador Lindoln e seu amigo O´Ryan, que rapidamente reconhece o corpo: é Seagrin, uma valoroso guerreiro de Nova Gênesis, enviado para ajudar Órion contra as investidas de Darkseid e morto em combate. Transtornado, Órion ativa a Caixa Materna de Seagrin, que incinera seu corpo, guiando-o rumo ao fogo cósmico da Fonte que o aguarda para acolhê-lo. Quando as chamas diminuem, é possível ver o Corredor Negro sobrevoando o local através de uma névoa. Sempre é ele a conceder um último toque de misericórdia e conforto para os deuses caídos.
Determinado a desarticular de vez a Intergangue, Órion pede ajuda a seus amigos terrestres para forjar uma gangue fictícia, e assim armar um falso esquema de rivalidade entre elas. Com cada um deles cumprindo seu papel conforme instruídos, O´Ryan localiza a base da Intergangue, onde eles guardam seu arsenal de armas Apokoliptianas, que são incineradas pela Astro Força de Órion. No entanto, Darkseid não está alheio a situação, e coloca Órion em confronto direto com os Seis Abissais, seres de imenso poder oriundos do Apokolips que vivem submersos no mar. A Caixa Materna providencia que o guerreiro possa se deslocar tranquilamente tanto no espaço sideral como nas profundezas do oceano e assim ele entra em confronto com os cruéis inimigos, que já não bastasse serem poderosos o suficiente, ainda podem controlar a mutação de organismos marinhos, gerando aberrações demoníacas obedientes e eles. Sozinho, e a mercê de tantos inimigos poderosos, Órion se depara com a ameaça que vinha sendo mantida em segredo pelos Seis Abissais… a mesma que matou Seagrin, e que agora anseia por eliminar mais um deus…
Não percam a segunda parte desta análise com os próximos números de “New Gods” na próxima semana!
Por Rodrigo Garrit do otimo Santuario
                

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