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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Blu-ray de Prometheus realmente tira algumas dúvidas, principalmente como o filme ficou tão confuso…


Não é fácil retornar para uma franquia mais de 30 anos depois. Ainda mais depois que ela foi assumida por outras pessoas. Ainda assim, há alguns anos, o diretor Ridley Scott deu para si mesmo esta missão, a de retomar a franquia Alien. Depois de idas e vindas o resultado foi aquele visto em Prometheus, filme que estreou este ano nos cinemas e está chegando ao mercado de home video nacional amanhã, dia 17 de outubro.
De certa forma, esse lançamento em home video está sendo aguardado por muita gente não necessariamente por terem gostado ou não do filme, mas sim pelo Blu-ray prometer mais de 7 horas de extras que, efetivamente, explicam muitas das dúvidas deixadas quando o filme termina.
Por isso, a FOX-Sony convidou nos na última semana para conferir uma boa parte destes extras, que detalham todo o processo de produção do filme, dão respostas (algumas das quais você talvez não queira ouvir), deixa outras dúvidas e ainda revelam algumas verdades do processo produtivo.
Diretor Ridley Scott no set de Prometheus
Os deuses furiosos
As tais respostas de muitas dúvidas sobre Prometheus se misturam ao próprio processo produtivo do filme. Boa parte disso é contado no documentário The Furious Gods: Making Prometheus, que tem não apenas informações bem interessantes, como também agrega aquela função de “focus points”, na qual você pode saber mais sobre temas específicos, se quiser.
É nesse documentário que sabemos, por exemplo, que a intenção inicial do Scott era mesmo fazer um prelúdio de Alien da forma mais tradicional possível, mantendo, inclusive, o título “Alien” no nome. A intenção era falar um pouco mais sobre a misteriosa figura do Space Jockey, que aparece em Alien, o 8º Passageiro e não tinha sido explorado em nenhum dos outros filmes da franquia – apenas em uma HQ da Dark Horse, ignorada pela produção.
Ainda assim, o foco eram nos aliens. Para escrever essa história, Scott chamou o roteirista John Spaits, um novato, que foi obrigado a escrever e reescrever a história inúmeras vezes. Nesse processo, a história que era sobre os aliens se transformou em uma história sobre os Space Jockeys, agora chamados de Engenheiros. A pré-produção, incluindo os conceitos da parte visual, caminhou em paralelo e a própria equipe do filme deixa claro que não sabia se a história se passava no planeta do primeiro Alien ou se era um novo – como todo mundo sabe, acabou sendo um novo planeta.
O que não mudou é a ideia original de Scott de mostrar os aliens como uma arma biológica de uma raça superior – algo que ele sustentava desde os extras do primeiro filme. Porém, a vocação mitológica dos Engenheiros foi ampliada, colocando-os como os geradores da vida na Terra.
A percepção que fica é que, até aquele momento, Prometheus era um filme muito mais acessível, mas aí…
Em certo momento, Damon Lindelof entrou na produção para reescrever o roteiro. Não apenas deixou Spaits chateado – algo que ele DIZ no documentário – como veio com uma nova ideia: o filme não precisava ser necessariamente um prelúdio de Alien, o 8º Passageiro, mas sim uma história se passando no mesmo universo, com algumas respostas para o antigo filme, mas que também fosse o início para uma nova franquia, que corresse em paralelo com a de Alien. Foi aí que surgiu o nome “Prometheus” e, com certeza, muitas respostas foram tiradas do roteiro para que fossem colocadas nas continuações.
Talvez esta seja a primeira falha clara de Prometheus.
Efeitos especiais
The Furious Gods e os outros extras do Blu-ray aprofundam bastante a produção dos extras e a dualidade de Ridley Scott, que queria algo que fosse novo e inovador, mas, ao mesmo tempo, com os pés fincados naquilo que foi feito em Alien. Um trabalho nada fácil para a equipe de produção.
Outro detalhe que fica claro é que por ter um diretor mais “das antigas”, muitos dos efeitos especiais de Prometheus foram feitos “na raça”, ao menos inicialmente. A intenção era de que monstros, explosões e afins fossem feitos inicialmente da forma mais “física” possível. Depois caberia à equipe de pós-produção criar os efeitos em cima daquilo. Claro, coisas como a própria nave Prometheus precisavam ser criadas totalmente em CGI, mas muitos dos aliens do filme estavam lá, em cena. Apenas foram retocados ou refeitos na pós.
Bom, todas essas dificuldades valeram à pena: o que vemos na tela do cinema (e, agora, da TV) é incrível.
Pós-produção
O trabalho de pós-produção de um filme como Prometheus é tão longo que, nos extras, mereceu um documentário especificamente para isso.
Um dos trabalhos mais importantes dessa etapa e a edição e montagem do filme. Como Prometheus foi filmado 100% digitalmente, foi mais fácil. Por outro lado, a facilidade de cortar gerou cortes em excesso. Infelizmente, esse é o segundo erro de Prometheus.
No documentário fica bem claro que a intenção era colocar Prometheus dentro do limite de 2 horas de duração, no máximo 2h15. Assim, muita coisa, mas MUITA coisa foi cortada, principalmente da sequência na qual Elizabeth Shaw encontra Peter Weyland vivo. Muitas das dúvidas “involuntárias” de Prometheus são por conta desse excesso de cortes.
Realmente faz falta uma Versão Estendida de Prometheus, talvez com as 2h40 que o filme tinha ainda em meados do processo de pós-produção. Quem sabe aí poderíamos entender melhor, por exemplo, quais as motivações do David.

David: alguma coisa ficou faltando
Bom, filmes totalmente recortados que depois ganham uma versão estendida ou do diretor não são novidade na carreira de Ridley Scott. Os fãs de Blade Runner sabem muito bem…
Edições

BD simples de Prometheus
Prometheus será lançado amanhã (17/10) no Brasil em quatro edições. A primeira, DVD simples, custa R$ 39,90 e chega apenas com as cenas excluídas e alternativas como extras. Há ainda os Blu-ray 2D simples e a edição dupla com as versões 2D e 3D, que trazem, além das cenas deletadas, comentários em áudio e um dossiê sobre Peter Weyland. A edição que REALMENTE importa e que traz todos os extras aqui descritos é a de colecionador, que tem quatro discos com as versões 2D, 3D, vários extras (incluindo o documentário The Furious Gods: Making Prometheus), cópia digital e DVD.
De acordo com a FOX-Sony, a ideia é que os extras mais longos são mais focados em quem é fã ou colecionador, por isso estão presentes apenas na versão mais cara. Ou seja, você terá que desembolsar R$ 119,90 se o seu for um desses dois casos. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Prometheus-Sequência estreia até 2015

                                                 
Prometheus ganhará uma sequência até 2015. De acordo com o The Hollywood Reporter, a Fox está decidindo se lança um novo filme da franquia em 2014 ou 2015.
A publicação confirma também a extensão de contrato paraMichael Fassbender, que vive o androide David, e deNoomi Rapace, intérprete da protagonista Elizabeth Shaw. O roteirista Damon Lindelof não deve voltar; o estúdio já procura por novos escritores para dar sequência à serie.
A trama do primeiro filme envolve o mistério da origem da humanidade na Terra e a descoberta, no ano de 2089, de pinturas rupestres que podem servir de mapa para uma expedição espacial. Uma equipe de cientistas e exploradores então faz uma jornada aos confins do universo que testará seus limites físicos e mentais, onde eles deverão encarar uma batalha em nome do futuro da raça humana.

Prometheus marcou a volta do diretor Ridley Scott à franquia Alien e ao gênero de ficção científica.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

5 Perguntas Spoilers Sobre Prometheus

                    
Vou procurar responder no post a algumas perguntas mais repetidas por aí sobre o filme e tem inquietado os fãs, baseado em diversas opiniões de quem viu o filme por aí. Segura o SPOILER!


1 - Prometheus é mesmo tudo aquilo que prometia?

Pode soar meio frustrante, mas as opiniões estão um tanto divididas sobre isso. A maioria das críticas que li (até agora) são mais positivas do que negativas, mesmo que com algumas ressalvas. Mas em quase todas o filme deixou um gostinho de que poderia ser melhor. A verdade é que pra um aboa parte da crítica e público até agora a história e os personagens não atenderam a imensa expectativa criada em redor do longa-metragem. A principal crítica: MUITA coisa importante não é explicada, deixando a sensação desagradável de idéias legais simplesmente jogadas na história, possivelmente aguardando uma sequência.



2 - Prometheus é mesmo um prelúdio de Alien?

Parece que Ridley Scott realmente criou uma forma coerente de unir Prometheus e Alien no mesmo universo. Mas, apesar de (poder) ser um prequel, o filme atual não cria uma ponte direta com o começo de Alien e o encontro com o Space Jockey. E a principal razão pra isso seria que o diretor quer criar uma ou mais continuações para a história de Prometheus aonde explicaria melhor coisas da trama, então não teria sentido fechar o ciclo agora. Nesse ínterim, é possível que as continuações se distanciem do filme antigo a ponto de seguirem uma saga particular e cagar pra cronologia apresentada até agora. Mas isso só aconteceria se eles acharem que Prometheus possa se sustentar como franquia com as próprias pernas. Depende muito do que Ridley Scott tem planejado.






3 - O Alien e os Space Jockeys aparecem? Como?

Sim. Os Space Jockeys são chamados aqui de Engenheiros, uma raça humanóide gigante e albina. Eles criam a vida nos planetas através de uma substância líquida orgânica capaz de alterar o DNA de qualquer espécie e aparentemente são eles que muitos anos atrás teriam estado na Terra e criado a raça humana. Quando os tripulantes da Prometheus chegam ao tal planeta do filme (que na verdade é uma Lua) o personagem do Logan Marshall-Green é contaminado ao entrar em contato com essa substância e passa a sofrer uma metamorfose. Nessas condições ele mantém relações sexuais com a personagem da Noomi Rapace, que engravida e dá a luz uma criatura, que seria o primeiro Facehugger, aquela criatura que se prende ao rosto de outros seres pra depositar os ovos do Alien dentro dos hospedeiros. Sim, o primeiro Facehugger nasce através do parto de uma mulher e isso tem causado polêmica entre público e crítica. Posteriormente essa criatura vai infectar um dos Space Jockeys e AÍ é que nasce pela primeira vez o Alien que nós conhecemos.


4 - Ridley Scott merece um Oscar?

Por tudo que eu eu li e ouvi, a opinião geral é de que Ridley Scott voltou com tudo ao terreno da ficção científica com Prometheus, mas que o filme não é a obra-prima que foram o primeiro Alien e Blade Runner. Ele reconduz o universo Alien a uma grande metáfora sobre sexo e violação, mas ao mesmo tempo alguns dizem que Scott quis dar um salto maior do que as pernas e a forma como lida com temas como a origem da humanidade parece ter deixado bastante gente insatisfeita. Ou seja, o diretor teria pecado por sua pretensão. Na verdade, afora o Scott, o grande destaque do filme parece ser o andróide vivido por Michael Fasbender, que pra alguns é o melhor personagem do filme e pra outros é o único realmente bom. Há quem diga até que os cientistas não parecem cientistas, estão ali mais pra cumprirem cotas de personagens clichês típicos desse tipo de filme e que era tudo o que não se esperava de Prometheus. Infelizmente as intenções do andróide com relação a tripulação da Prometheus também não ficam muito claras, assim como a dos Engenheiros.





5 - Como é a polêmica envolvendo religião no filme?
Esse é definitivamente um dos pontos mais discutidos até aqui por quem viu o longa-metragem. No centro da polêmica está a cientista vivida por Noomi Rapace. Acontece que é ela uma das principais responsáveis pela expedição que levaria aos extraterrestres que criaram a humanidade. Ou seja, ela acredita abertamente na teoria do INTERVENCIONISMO que, contrária ao EVOLUCIONISMO e ao CRIACIONISMO, defende que a Humanidade surgiu através de uma intervenção genética externa de outros seres. O detalhe é que ela também é descrita como uma personagem MUITO religiosa. Lembrem-se que num dos trailers ela junta as mãos numa oração, além de carregar sempre um crucifixo. O público parece não ter reagido bem a esse contraste da personagem assim como também a forma que o diretor deu para a origem da vida na Terra e em outros planetas, que segundo um dos atores que interpretou um dos Engenheiros, seria gerada através de um "caldo genético" dos Space Jockeys, os humanos superiores. Só que Prometheus deixa muito mais perguntas do que oferece respostas sobre esse processo todo. Como eu falei antes, o comentário geral faz parecer que os mistérios são jogados no filme sem mais nem menos e já há quem diga que a culpa é do roterista Damon Lindelof... Afinal, o cara fez Lost!


Lembrando que esses apontamentos não refletem a MINHA OPINIÃO, já que pretendo assistir o filme ainda pra poder falar mais sobre ele e formar meus próprios conceitos, que é o que eu acho que todos deveriam fazer com respeito a qualquer obra, independente das opiniões alheias.