segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Arte de Android Jones é um portal para outras dimensões


Portas da Percepção>>>
Android Jones está na vanguarda do movimento de arte visionária, uma onda de artistas que enfatizam a criatividade como a base da consciência e um agente de mudança social. Como um alquimista digital, Android expande os limites da imaginação usando ferramentas  como Painter, Photoshop, ZBrush, e Alchemy para criar pinturas monumentais e instalações interativas que convidam a percepção a tomar um desvio sensorial e vagar por realidades abstratas.

Veja mais trabalhos psicodélicos do artista abaixo:
LION HEART from LucidJuice on Vimeo.





















Página oficial de Android Jones  

Tumblr Disney Star Wars é o maior repositório da galáxia para mash-ups entre Ratos e Jedis


Para quem ainda não se recuperou da notícia da absorção das galáxias do universo Star Wars pelos cofres da Disney, um dos efeitos colaterais mais divertidos que têm surgido nas últimas semanas são os crossovers e mash-ups de personagens de ambas marcas. O tumblr  Disney Star Wars reúne a arte de fãs que imaginaram encontros inusitados entre Darth Vader, Pato Donald, Caubói Woody, Han Solo entre uma centena de outros.

Veja alguns dos mash-ups que o Disney Star Wars selecionou










SURFISTA PRATEADO – de Stan Lee & John Byrne


Img-de-CapaSurfistaEsse especial foi produzido pela Marvel em 1982. Essa é uma história fechada criada por Stan “O cara” Lee e o desenhista canadense , John Byrne. Nela o Senhor Fantástico descobre uma forma de fazer o Surfista atravessar a barreira imposta por Galactus que o prende na Terra,  criada pelo devorador de Mundos anos atrás como um castigo por ter sido traído por seu ex arauto.
Mephisto - criado por Stan Lee & John Buscema ♦ Surfista Prateado– criado por Jack Kirby
Nota-se o quanto incrível o intelecto de Reed Richards pode ser, quando não está ao lado do Homem de Ferro fazendo besteira por aí. Ainda bem que ele não meteu a colher elástica durante a saga Vingadores VS X-men, já basta o fiasco com o Clor, o clone do Thor…
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Aproveitando a oportunidade única, o Surfista Prateado então parte imediatamente, cruzando o universo em direção à Zenn-La, seu antigo mundo natal. Para quem é apenas um garoto como o Moe e talvez não saiba, foi para salvar seu planeta, anos antes, que o então jovem Norrin Radd, sacrificou sua humanidade e seu amor em troca da sobrevivência de seu lar. Em um pacto com Galactus. Ao chegar em seu destino, é isso que nosso herói vê. Parece até certas áreas da Amazônia…
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Através dos sobreviventes, ele descobre que Galactus retornou para o seu planeta após o Surfista ter traído-o para salvar a Terra. Em outras palavras, o gigante ficou magoadinho e resolveu se vingar. Olha só o sorriso de satisfação do infeliz. Não comeu a Terra, então resolveu devorar o que de mais precioso Norrin teria. E sorte do Surfista que Galactus não poderia tecnicamente “carcar” Shalla-Bal…
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Mas essa história criada pelo velho Stan é de uma maldade gratuita (rs), desenvolvida com a única intensão de através de algum fetiche relacionado com o sadismo, infernizar a vida do nobre viajante cósmico. Dessa forma, descobrimos juntos com o Surfista, que Mephisto apareceu na festa em algum momento e sequestrou sua amada!
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O Surfista Prateado segue um rastro deixado por Mephisto de volta à Terra, mais precisamente para a Latvéria (como ele consegue em um tempo mínimo ir de um lugar ao outro?) Simples, o Surfista usa o Bilhete Único, do Eduardo Paes. Ao chegar no país do Doutor Destino, aliás muito sacana do Mephisto se apropriar da casa de Von Doom para realizar esse “encontrinho”, aja visto que o mesmo tem uma antiga confusão com o ditador por manter a alma da mãe de Victor no Inferno. descobrimos que o chifrudão pretende fazer o mesmo com a amada do Surfista.
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Então rola um UFC básico! Lógico que eu apostaria todas as minhas fichas no Wanderley Silva cromado!
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Mephisto, vira a mesa, enviando a jovem de volta à Zenn-La. Já que o Surfista retornou para a Terra, ele está novamente preso a barreira que o impede de avançar para fora da atmosfera do nosso mundo. E de volta ao seu planeta, Shalla-Bal a medida que caminha, vai restaurando a vida por onde passa!
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Obviamente essa não foi a primeira vez que os fãs da Casa das Idéias (na época, boas idéias), viram Shalla-Bal pela primeira vez, mas parece um pouco desapontador que ela continue viva e jovem, afinal isso acaba por fazer com que o leitor pressuponha que o Surfista não foi arauto de Galactus por muito tempo. Fora isso, não há problema nenhum com essa edição, muito pelo contrário.
Não fica claro se realmente o Devorador de Mundos destruiu o planeta em um ato mesquinho de vingança, o que de forma alguma define a criatura acima dessas paixões humanas que ele representa. Talvez ele tenha voltado para Zenn-La para se alimentar, lógico. É possível que o que tenha levado o gigante para lá seja o fato de se tratar do mundo com vida mais próximo que a criatura tinha na memória… Ou como deve ter passado pela cabeça de muitos de nós, tudo isso se trata de uma ilusão de Mephisto – é bem a cara daquele maldito torcedor do Internacional. Afinal, os novos poderes de Shalla-Bal podem comprovar que essa teoria é totalmente possível.
Por fim, a arte fantástica de Byrne, aqui no seu auge, ajuda em muito a elevar o nível dos roteiros de Stan Lee, que para a sorte de nós leitores, estavam muito próximos do trabalho que ele costumava manter na antiga série do Surfista Prateado. Sim, tanto o Surfista, quanto o Hulk (esse por apenas seis edições), ele escrevia muito bem.
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Esse foi um belo conto da Marvel , ainda da época em que vira e mexe, se produziam trabalhos sem a necessidade de se colocar herói contra herói, ou matar de fato quem quer que seja, para que uma história fosse realmente imortal. Temos muitas referências históricas nesse especial, como a primeira aparição do Surfista nas páginas do Quarteto Fantástico de Lee & o rei Jack Kirby (#48-50) e a história clássica do ex arauto de Galactus, no FF #155-157, onde o Doutor Destino o ilude, para que lute contra o Quarteto, usando de uma duplicata de Shalla-Bal. Acabou=se então por determinar na cronologia oficial, de que essa “duplicata” agora foi na verdade a verdadeira, ex namorada do nobre Surfista, colocada lá sem suas memórias, por Mephisto.
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NOVÍSSIMOS X-MEN #3 – “Ainda vai levar um tempo, pra fechar o que feriu por dentro”


Img-de-CapaANX#3Ciclope continua a recrutar mutantes ao redor do planeta, você sabe para qual propósito realmente?
A última edição mostrou bastante os cinco X-men originais e os atuais residentes da nova Escola Jean Grey, mas agora Brian Bendis quis mexer um pouco com a cabeça dos leitores ao dedicar esse número atual totalmente para Ciclope e seu grupo de mutantes revolucionários. SPOILERS MUTÁVEIS
 X-men – criados por Stan Lee & Jack Kirby
Brian Bendis, Stuart Immonen & Wade Von Grawbadger
Brian Bendis, Stuart Immonen & Wade Von Grawbadger

“A viagem no tempo não é impossível, é apenas improvável!”

Perdidos no Espaço 

A velocidade dessa edição é menor que as outras ao passo que o roteirista dedica esse momento para desenvolvimentos significantes na trama. Esses mesmos desenvolvimentos servirão para a maior história a ser contada nessa revista, mas uma determinada revelação aqui pode fazer com que os cinco originais sejam uma ameaça muito maior para o Ciclope e Cia. dos dias atuais
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Capa oficial e variante de All New Xmen #3
Ainda é algo confuso entender que um muito mais jovem e inexperiente Scott Summers possa ter alguma chance contra o homem que ele se tornou no presente, Bendis também está trabalhando com a ideia de que a Força Fênix de alguma forma modifica os poderes das pessoas que ela possui, causando aumento de força ou fraqueza. Esse é um belo conceito, mas Brian Michael também causa um “curto circuito” nos poderes de Magneto e a razão para incluí-lo nesse problema fica um pouco arbitrária, afinal ele não foi em nenhum momento hospedeiro da entidade Fênix.
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A essa altura já sabemos que o Fera está tendo problemas com sua mutação e talvez possamos atribuir que isso também pode estar ligado com a Força Fênix, mas por outro lado isso parece estar sendo feito para dar para os cinco X-men originais e por extensão os X-men da Escola Jean Grey, uma chance de luta contra a revolução de Ciclope. Algumas vezes esses elementos funcionam, outras parecem um pouco forçados, como por exemplo o imediato desenvolvimento das habilidades telepáticas da senhorita Grey.
A escolha da nova base de operações de Ciclope é de uma inspiração maravilhosa por parte de Bendis. A cena do novo mutante a ir á público entre uma legião de humanos simpatizantes a ele é maravilhosa e a sequência entre Magneto e Ciclope é sólida e marcante. Esse último elemento é o que merece mais mérito, ao passo que as duas curiosidades anteriores foram escolhidas pelo autor como um gancho para um conflito maior, a terceira é realmente o melhor momento dessa terceira edição.
Apesar da caracterização de Magneto parecer um pouco inconsistente (alguns dirigiam que ele estaria sofrendo de distúrbio de personalidade bordeline) variando de passagens onde o Mestre do Magnetismo consola Scott e em seguida demonstra toda sua revolta para com ele e suas decisões questionáveis. Existe muito potencial nesse novo conflito para ser aproveitado.
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Ciclope é um homem alquebrado emocionalmente, o que é compreensível por tudo o que o personagem passou nos últimos eventos. Mas ele está cada vez mais obsessivo e o roteirista não parece querer mudar isso tão cedo, o problema é não ficar chato ou perder realidade. Magia (a irmã de Colossus) tem sido a “motorista da rodada” ou de todas as “rodadas” de Ciclope e seus revolucionários, teleportando o grupo para onde quer que vão. Ser tão subserviente não condiz muito com sua personalidade e história, mas por outro lado ela está entretida com o fato de que seus poderes estão muito mais fortes após ter sido possuída pela Fênix e muitas vezes só está ali entre eles presente de corpo.
Mas é Emma Frost que Bendis inferniza mais. A fria e arrogante personagem perde toda a pose em uma explosão de ira, num diálogo para lá de emocionante com Scott Summers. Possivelmente nas edições seguintes a loira ainda vai aprontar bastante, deixando de ser a sombra de Ciclope que foi nas últimas histórias. Ninguém pode dizer que ao contrário do Jovem Ciclope e Anjo dos X-men originais, Brian Michael Bendis não conseguiu trabalhar maravilhosamente cada personalidade de todos os outros personagens dessa revista. O que provavelmente ficará mais difícil quando mais personagens participarem da trama ao mesmo tempo.
Stuart Immonem mais uma vez faz uma edição vibrante e linda. Seu estilo cinético de desenho é perfeito parar as sequências de ação desenfreada e expressiva nos momentos de diálogos e desenvolvimento da trama. Talvez por falta ainda de tempo, ela apareceu pela primeira vez agora, Emma Frost ainda não tenha sido mostrada como a mulher madura e sensual que é. Muitas vezes ela pareceu uma adolescente enfezada dando escândalo. Por fim, as cores de Marte Gracia fazem com que a revista seja uma aventura ainda mais inesquecível.
Nessa terceira parte de Novíssimos X-men, a revista parece ter seguido um novo caminho de caracterização. Com um maior aprofundamento nos conflitos dos X-men revolucionários. O Ciclope que vimos na primeira edição, seguro e forte abriu passagem para um homem desesperadamente precisando da ajuda de seus amigos.
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Some a isso tudo toda a caracterização da mágoa e ira de Emma Frost para com o ex-amante que confiou e se sente traída – apesar dela mesmo nunca ter sido nenhuma santa – e um Magneto que deixou muito claro que não está satisfeito agora e de que é capaz de qualquer coisa, caso se sinta ainda mais prejudicado e essa revista comprova o sucesso que está tendo. No fim de tudo nesse mês? O confronto inevitável parece que chegou muito antes do previsto. Para quem você vai torcer?

Todas as Bugingas da ACME reunidas em pôster ilustrado


Booom>>>
A empresa mais conhecida dos desenhos animados, a Acme teve seus produtos inseridos em praticamente todos os 43 episódios das desventuras animadas do Papa-Léguas e seu implacável algoz, o Coyote Coió. Tornados, imãs gigantes, foguetes, bombas, bigornas e elásticos gigantes são alguns dos itens (quase) infalíveis que invariavelmente deixavam o Coiote em maus lençóis. Imaginando como o mundo seria muito mais divertido se essas traquitanas existissem, o artista Rob Loukotka mergulhou no catálogo da ACME e passou cerca de 100 horas pesquisando e ilustrando os 126 produtos que compõe o pôster "The ACME Corporation".

O projeto fez uso do sistema de crowdfunding do Kikcstarter para viabilizar a impressão limitada do cartaz no formato 90 x 60 cm. O cartaz já atingiu sua meta e o projeto estará aberto até o dia 24 de dezembro. O cartaz custa US$ 30 e financiadores de fora dos EUA, a arte impressa  vai custa 40 dólares (com despesas do frete incluídas).

Veja o cartaz completo abaixo:



No vídeo o artista defende com propriedade seu projeto:



Mais detalhes sobre a campanha de crowdfunding aqui.

Empresa cria amadura "Demônio Ciborgue" para nerds perdulários



Hellboot>>>
Quanto vale para um nerd ter o poder de se transformar em um demônio ciborgue? Para cosplayers sem habilidades manuais ou sem tempo para aprender como construir animatrônicos, basta apenas ter além de uma cabeça perturbada, 2 mil dólares no bolso. A empresa  TwoHornsUnited, especializada em criar máscaras steampunks  entre outros acessórios customizados para cosplayers, atravessou os limites da ciência e da magia e construiu essa armadura diabolicamente elaborada chamada The Experiment v2. Além do aspecto visual demente, o equipamento têm um laser embutido no capacete, mandíbulas móveis e um sistema circulatório que bombeia um liquido brilhante através do tórax. 

Veja mais detalhes do diabo guerreiro abaixo:



Tem coragem (e US$1987) ? Veja mais detalhes na página do produto.

Via Fashionably Geek

Reboot do Quarteto Fantástico tem dia marcado para estrear



Se não teremos carros e skates voadores em 2015, ainda assim o vindouro ano está se desenhando como uma época repleta de coisas fabulosas no cinema. A humanidade testemunhará a continuação de "Os Vingadores" , um novo filme de Star Wars, talvez o novo Avatar, possivelmente o filme da Liga da Justiça e agora a 20th Century Fox agendou a data do reboot do Quarteto Fantástico. Segundo informações do  Exhibitor Relations e do Coming Soon, a Fox quer estrear a nova versão dirigida por Josh Trank ("Poder Sem Limites") em 6 de março de 2015. 
Lançada pela Marvel Comics em novembro 1961,  a revista em quadrinhos "Fantastic Four nº1" marcou o início do vasto universo de personagens icônicos da editora, redefinindo os dogmas dos heróis, que a partir das histórias do Quarteto, além de salvar o dia, têm que lidar com questões mundanas como família, amizade e as brigas do condomínio. 
As primeiras aventuras criadas pela duipla Stan Lee e Jack Kirby


Infelizmente as três tentativas de adaptar o Quarteto Fantástico para o cinema fracassaram, cada qual em níveis diferentes de incompetência. Em 1994, na primeira e infame tentativa de levar o grupo para as telas, o produtor de filmes B, Roger Corman concluiu um filme com orçamento mínimo e problemas incalculáveis. Nunca lançado comercialmente, esse "Quarteto Fantástico" existe em versões piratas que  servem  para mostrar porque essa atrocidade foi escondida dos olhos do mundo. Em 2005, a 20th Century Fox ofereceu ao diretor Tim Story  um orçamento decente e um roteiro medíocre, que resultou em "Quarteto Fantástico" um filme acéfalo que foi relativamente bem sucedido comercialmente. A continuação de 2007 "Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado". se manteve consistente as conquistas criativas do filme anterior e empurrou o grupo na zona negativa das adaptações de quadrinhos desde então.

Quarteto Fantástico de Tim Story

Após uma série de equívocos como "X-Men 3", "Demolidor" e "Wolverine:Origens" a Fox começou a trilhar sua estrada para redenção entre o público, com "X-Men: A Primeira Classe". Ao longo de 2012 o estúdio anunciou o plano de criar o seu próprio "universo cinematográfico da Marvel no cinema", nos moldes da iniciativa bem sucedida do Marvel Studios que estabeleceu uma ligação entre filmes como "Homem de Ferro" e "Os Vingadores". Sob a supervisão do escritor de quadrinhos, Mark Millar o plano da Fox é se reposicionar entre as grandes bilheterias e a partir de 2013 vamos ter a primeira chance de verificar se o novo regime é pra valer com  estréia de "O Wolverine", longa que alegadamente não terá conexão com o temível primeiro filme solo do mutante canadense. Atualmente em pre-produção, "X-Men: Dias de um Futuro Passado" marca o retorno de Bryan Singer, o diretor responsável colocar a  Fox no caminho do sucesso adaptando quadrinhos, com os dois primeiros filmes dos X-Men. Será o primeiro filme lançado após a contratação de Millar como supervisor da Fox.

O reboot do Quarteto Fantástico, nas mãos de Trank (que mostrou um domínio excepcional do gênero de criaturas super poderosas no excelente "Poder Sem Limites") junto a promessa de Millar da nova abordagem ser mais complexa, pode afinal representar o o número quatro flamejante projetado nos céus de Nova York convocando os fãs a renovar a esperança de assistir um o filme realmente Fantástico. 
"Poder Sem Limites"

Criados por Stan Lee e Jack Kirby, ao longo de cinco décadas o Quarteto teve fases gloriosas produzidas por mestres como  Roy Thomas, John Byrne, Steve Englehart, Walt Simonson, John Buscema, George Pérez  e Tom DeFalco que exploraram o espírito de aventura e ficção científica em escala cósmica e sempre  equilibrando com comédia dramática e as picuinhas familiares entre os personagens. O Quarteto é um material perfeito para funcionar no cinema. Sempre tenho em mente filmes como "Os Caça Fantasmas", "Homens de Preto" e "Hellboy", como exemplos bem sucedidos que o diretor do reboot deveria se espelhar.
Universo fantástico no traço de John Byrne

2015 poderá ser definitivamente um ano mágico, com ou sem De Loreans voadores.

Via Slashfilm

A polêmica sobre criação do Homem Aranha


                                           

No próximo dia 28, Stan Lee comemora 90 anos. Umas das mais controversas figuras do universo dos quadrihos, que participou de todas as eras. Muitos dizem que ele se apropriou de várias ideias dos outros. Uma delas foi criação do seu personagem mais famoso: Homem Aranha!
Neste post é relatado todos os passos da sua criação, além de tentar trazer uma luz sobre esta questão! Uma das surpresas, vocês já conferiu de cara. Foi está arte encontrada recentemente feita por Jack Kirby para uma apreciação de Stan Lee para criação do aracnídeo. Mas ainda há mais surpresas, confira!!

                                              
Em agosto de 1962, na décima quinta (e última) edição da revista Amazing Fantasy surgiu um novo super-herói que acabaria fazendo história: O Homem-Aranha!
Mas de onde surgiu esta personagem? Como foi o seu processo de criação? Muitos detalhes estão obscuros até hoje, mas sabemos que foi essencialmente produto da criatividade de três pessoas; três monstros sagrados dos quadrinhos: Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko.

Stan Lee, ou melhor, Stanley Martin Lieber, era, naquela altura, o editor-chefe e principal escritor da Marvel Comics. Sobrecarregado de trabalho, bolou um método de escrever quadrinhos rápido e interessante: ele escrevia o roteiro básico da história, normalmente apenas uma ou duas páginas datilografadas. Baseado nestas poucas linhas, o ilustrador desenhava toda a revista. Por fim, o lápis chegava às mãos de Lee, que, então, adicionava os diálogos. Este método, que colocava a toda estruturação das histórias nas mãos dos desenhistas, rendeu mais tarde inúmeros questionamentos sobre qual teria sido a real participação de do então editor-chefe na criação das personagens da Marvel Comics.
Jack Kirby - como ficou conhecido Jacob Kurtzberg - era o principal ilustrador de super-heróis da Marvel e foi, a princípio, o encarregado de desenhar o Homem-Aranha. Porém, embora tenha participado do desenvolvimento inicial do Escalador de Paredes, ele nunca chegou a ser desenhista regular do herói.
Steve Ditko era o principal desenhista de tramas de mistério e suspense da Marvel. Pouco afeito a super-heróis, acabou sendo o primeiro e mais importante desenhista do Homem-Aranha. Além de ser um bom ilustrador, ele era um escritor de talento e - ao contrário de Kirby - chegou a ser creditado como co-roteirista em diversas das histórias que fez em parceria com Stan Lee.
Mas qual foi a participação de cada um na criação da personagem? Bem, todos eles já deram suas versões para os acontecimentos e, a partir delas, tentaremos montar o quebra-cabeça que é a verdadeira história do nascimento do Homem-Aranha.

Segundo Stan Lee, o Homem-Aranha foi baseado - ao menos em nome - na personagem The Spider (O Aranha), protagonista de vários contos baratos das revistas pulps que Lee havia lido ao longo de sua infância. À exceção do nome, porém, o violento justiceiro Spider não partilha qualquer outra semelhança com seu quase xará. O tema Homem-Animal para denominar um super-herói também não era nenhuma novidade, tendo sido usado em personagens como o clássico Batman e até em outra co-criação de Stan Lee da época, o Homem-Formiga.
Pouco depois de ter idealizado o personagem, Lee teve uma longa discussão com o dono da Marvel à época, Martin Goodman, que não aceitava um herói baseado em uma aranha porque as pessoas detestam aranhas! Lee, com sua conhecida lábia, convenceu-o a publicar uma história-piloto na revista Amazing Adult Fantasy - nome de Amazing Fantasy até o número 14 -, que estava prestes a ser cancelada.
Amazing Adult Fantasy era uma das revistas de mistério/suspense da Marvel, desenhada por Ditko. No entanto, Kirby, por sua experiência com super-heróis, foi o escolhido para dar forma ao futuro astro. Segundo Lee, sua idéia era a de que a personagem fosse um adolescente comum e não o tradicional herói imponente e musculoso. Entretanto, ao ver as primeiras páginas de Kirby, Lee deparou-se com um novo Capitão América. Não era bem o que ele esperava! Foi então que decidiu chamar Steve Ditko, mais acostumado a retratar o mundo real do que o épico Kirby. Este, porém, ainda desenhou a capa da revista de estréia do personagem.
Lee não recorda se o distintivo uniforme do personagem fora criado por Kirby ou Ditko, nem maiores detalhes sobre seu surgimento. Não custa lembrar que a memória de Lee é proverbialmente fraca, uma vez ele chamou Bruce Banner (o Hulk) de Bob Banner em uma edição inteira do Quarteto Fantástico!
Kirby, porém, questionava diversos detalhes da história de Lee. Segundo ele, o herói era, na verdade, uma reciclagem de Silver Spider (Aranha Prateada), personagem que criara com seu antigo parceiro Joe Simon em 1953, mas fora rejeitado pela editora Harvey Comics (na época, o conceito de super-heróis estava em baixa). A idéia, seis anos depois, acabou sendo reciclada para a editora Archie Comics como The Fly (no Brasil, Mosca Humana).

The Silver Spider por C. C. Beck em 1953


The Fly
Vale mencionar que Simon afirma que Silver Spider fora criado originalmente como Spiderman (sem o hífen do Spider-Man da Marvel) e que os esboços (os mesmos dados por Kirby a Ditko) terias sido desenhado por C.C. Beck (desenhista original do Capitão Marvel da Fawcett!). Há problemas na versão de Simon, já que Jack Kirby dificilmente conseguiria fazer desenhos de Beck passarem por seus (os dois artistas eram tão diferentes quanto óleo e água) e os esboços usados por Simon não condizem com a versão que Ditko dá para o uniforme Kirbyano do personagem.

Afora isso, Kirby alegava ter sido o criador do traje do aracnídeo, embora diversos quadrinhistas questionem essa afirmação, haja vista a roupa não lembrar nenhuma das milhares de vestimentas de super-herói criadas por ele, mas sim as poucas criadas por Ditko. Insistia também que deixou a série por estar com excesso de trabalho - na época, era o responsável por séries como Quarteto Fantástico, Hulk, Thor, Homem-Formiga e numerosas HQs de monstros da Marvel -, porém teria desenhado algumas páginas que serviram de base para a versão de Ditko.
Várias das afirmações deste notável autor são válidas, mas sua memória costumava ser tão deficiente quanto a de Lee...
A solução de tais mistérios ficaria por conta do recluso Steve Ditko. Avesso a entrevistas, ele se absteve de comentar sobre o assunto durante anos, mas um artigo publicado em 1990 lançou nova luz sobre o assunto.
Ditko confirma que Kirby foi efetivamente o primeiro ilustrador designado para a revista, mas saiu por motivos ignorados. Conta ainda que o conceito original era o de um garoto que adquire superpoderes (e corpo de adulto!) graças a uma espécie de anel mágico. Fora um desenho abstrato no peito, nada no traje do herói criado por Kirby lembrava uma aranha embora, ironicamente, guardasse semelhanças com o visual do Capitão América (o que estaria de acordo com a versão de Lee). O protótipo de herói carregava uma arma de teia na cintura, bem diferente dos discretos lançadores de teia que Ditko propôs. O visual de Kirby, baseado em um desenho de Ditko, pode ser visto em outra seção deste livro e é realmente um design muito mais Kirbyano do que o uniforme tradicional do Homem-Aranha.
Nas páginas desenhadas por Kirby (ou C.C. Beck, de acordo com Joe Simon) e descartadas por Ditko, o aventureiro, criado por seus tios idosos como o Homem-Aranha que nós conhecemos, é vizinho de uma espécie de cientista maluco (!) que, subentende-se, teria sido o responsável pelo surgimento de seus poderes.
Como mencionado acima, Ditko ignorou toda essa versão. Tendo retornado, segundo suas próprias palavras, ao roteiro original de Lee, ele refez a história, eliminando idéias como a do cientista e do anel mágico, e criando o uniforme que nós conhecemos hoje. Uma mudança significativa e que, provavelmente, resultou em uma personagem bem mais interessante do que a versão de Lee e Kirby.
Ditko também desenhou uma capa para a revista Amazing Fantasy 15, que acabou sendo rejeitada por Lee e, ironicamente, redesenhada por Kirby. Assim, este acabou sendo o capista da edição.
Embora Amazing Fantasy fosse cancelada após essa edição, o herói atraiu interesse suficiente para ganhar um título próprio,Amazing Spider-Man, que seria co-escrito por Lee e Ditko e desenhado por este último até sua saída da Marvel; sem a participação de Kirby, a essa altura já bastante atarefado com outras personagens.
Como então definir quem foram os verdadeiros criadores do Escalador de Paredes? Steve Ditko é quem oferece a versão mais sólida, mas ele ignora quem criou o nome Homem-Aranha e as razões pelas quais Kirby não foi o desenhista do título. No entanto, é inquestionável que ele criou todo o visual do herói e boa parte dos conceitos da série. Stan Lee foi, sem qualquer sombra de dúvida, o escritor dos marcantes diálogos da série e teve, no mínimo, uma grande participação no roteiro de suas primeiras histórias.
E Jack Kirby? Embora o Rei tenha tido uma importância imensurável na criação de maior parte dos astros da Marvel, sua participação na criação do Aracnídeo é muito pequena. Mesmo considerando que o conceito original tenha realmente sido baseado no Silver Spider que ele fez com Simon, ele foi transformado por Lee e, principalmente, Ditko em algo bastante diferente. E é esta a versão que povoa a imaginação dos leitores há cinquenta anos. A de Stan Lee e Steve Ditko.
Uma última curiosidade fica por conta do fato de heróis pendurados em cordas por cima dos edifícios com bandidos, já serem vistos por aí desde maio de 1939, mas isso não afastou o impacto visual e a boa aceitação do Homem-Aranha para o público de 1962. Steve Ditko foi mesmo uma boa escolha para o aracnídeo da Marvel.


via:omelete