sábado, 23 de junho de 2012

BRAT PACK – FETICHISMO E HOMOEROTISMO EM QUADRINHOS.



Aviso: Este artigo é recomendado para maiores.
Contém Spoilers.

 
Viver rápido. Amar rígido. Morrer com a máscara.
Criada por Rick Veitch, a série originalmente continha 5 edições escritas e desenhadas por ele, toda em tons de cinza. Foi publicada pela editora Tundra. Quando essa fechou as portas, Rick fundou sua própria editora, King Hell Press, onde reuniu os cinco números de Brat Pack em um encadernado especial, revisou o texto, adicionou novas páginas e mudou o final, fortificando ainda mais a mensagem que ele queria passar desde o começo.  Foi indicado ao Eisner Award de melhor álbum em 1995.
Brat Pack foi publicado no Brasil pela HQM Editora. Esse edição contém um texto, onde  o desenhista Stephen Bissete (responsável pela arte espetacular do Monstro do Pântano na fase Alan Moore) nos explica, que “Brat Pack” foi um título emprestado por Rick Veitch, que era usado para definir uma geração de atores e atrizes de Hollywood, e o usou para dissecar as verdades não faladas que sempre rondaram os quadrinhos de super-heróis.
Neil Gaiman escreveu a introdução à história e também faz um importante esclarecimento; antes de ler Brat Pack é preciso ter três coisas em mente, a fim de desfrutar integralmente dela:
1 – Pouco antes da publicação de Brat Pack, a DC Comics promoveu uma votação telefônica entre seus leitores para decidirem se Robin deveria morrer ou não. Como resultado, Batman enterrou seu parceiro após ele ser esfolado vivo pelo Coringa com um pé de cabra e deixado para morrer numa terrível explosão. Essa edição imediatamente se tornou item de colecionador.
2 – O personagem Estrela Polar, membro da Tropa Alfa da Marvel Comics saiu do armário e assumiu sua homossexualidade, e embora não tenha sido o primeiro personagem gay dos quadrinhos, foi o que mais chamou atenção para o fato. Essa edição também se tornou item de colecionador.
3 – Rick Veitch assumiu a árdua tarefa de substituir Alan Moore no título do Monstro do Pântano após sua saída. Rick já havia trabalhado no título desenhando as histórias de Moore, mas agora teria que ficar encarregado também dos roteiros. Ele conseguiu segurar a revista com dignidade durante um período, mantendo o clima de horror sofisticado implementado por Moore. Mas a DC censurou de última hora a edição produzida por ele, onde o Monstro teria um lúdico encontro com Jesus Cristo. A editora considerou que tal abordagem poderia ser interpretada como “blasfêmia”. Não publicada, essa edição nunca se tornará item de colecionador. Rick Veitch demitiu-se após esse fato.
E então veio Brat Pack.
Durante anos, Trueman, o maior herói de todos os tempos protegeu a humanidade. Mas depois de seu desaparecimento, coube a seus ajudantes continuar com seu legado heroico. Apesar de não possuírem poderes, esse panteão de corajosos campeões se esforçam para manter as ruas seguras. Doninha Noturna e seu parceiro Chippy. Senhora da Lua e sua discípula, Princesa. Rei Rad e seu protegido Selvagem. Juiz Juri e seu  aprendiz, Kid Vício.
Mas as ruas estão mais perigosas do que costumavam ser. Após o confronto com o terrível “Doutor Blasfêmia” e os eventos que levaram a morte dos parceiros mirins dos maiores heróis da cidade de Slumburg, novos jovens são selecionados e começam a ser treinados para substituí-los. Mas com o tempo, os novos Chippy, Princesa, Selvagem e Kid Vício, descobrem que a grande honra a qual foram submetidos pode não ser exatamente o que imaginavam, e que seus pretensos heróis podem ser na verdade a porta de entrada deles para um novo mundo… repleto de drogas, prostituição, pedofilia, fetichismo e exploração sexual. O mundo de Brat Pack.
O Doninha Noturna divide a cama com seu novo parceiro mirim, Chippy,e não tem o menor pudor de deixar claro que tem pleno controle sobre ele, fazendo do garoto seu brinquedo sexual. Seus métodos são violentos ao extremo… ele pode matar seus inimigos ou estupra-los em público… apenas para dar o exemplo.
A Senhora da Lua ensina sua pupila a arte de seduzir e dominar os homens e como utilizar toda a sua feminilidade e tirar proveito disso. A exploração da beleza da mulher deve, segundo ela, ser utilizada ao máximo, e para isso qualquer intervenção cirúrgica é um pequeno preço a se pagar. Seu método preferido de castigo é a castração de seus inimigos, cujos “troféus” ela exibe com orgulho em seu cinto.
Rei Rad é um canalha inescrupuloso, misógino e mimado. Tem muito dinheiro e pouca consciência. É um dos maiores fabricantes de armas do planeta. Alcoólatra, ele não vê problema algum em treinar um adolescente como seu novo parceiro, o Selvagem, e ensiná-lo a lidar com armas de grande calibre e bombas… entre uma e outra dose de whisky.
Juiz Juri é um nazista fanático, elitista e pregador do ódio entre as diferenças.  Seu sonho é eliminar todas as raças “não puras”, o que inclui os outros heróis da cidade, os quais ele apenas tolera por uma questão de necessidade. Seu aprendiz, Kid Vício é submetido a todo tipo de humilhação imaginada, ensinado a odiar todas as etnias “impuras”. Diariamente recebe uma dose de esteroides, segundo Juiz Juri, o “café da manhã dos campeões”. Sente dores lancinantes devido ao tratamento de choque diário de seu mestre, e usa drogas pesadas para suportar o fardo.
Assim é o universo criado pela mente de Rick Veitch para Brat Pack.
Nos anos 50, o Doutor Frederick Wertham, popular psiquiatra e autor do livro “Sedução do Inocente”, atacou ferozmente os gibis, acusando-os de ser nocivos aos jovens, apontando vários exemplos de violência e apologia ao consumo de drogas, assim como o conteúdo homoerótico implícito nas histórias de Batman e Robin. Houve uma verdadeira caça as bruxas contra os gibis nessa época, e por causa disso, foi criado nos EUA, o Comics Code Authority, que regulava o conteúdo e até mesmo censurava algumas edições. Recentemente o selo foi abolido pelas grandes editoras. Mas uma pergunta fica: e se o doutor estivesse certo? Ou melhor ainda, e se alguém escrevesse uma história em quadrinhos onde, com certeza ele estivesse certo?
Já deu pra começar a pegar o espírito de Brat Pack?
A maioria das imagens deste artigo foram retiradas do site oficial de Rick Veitch  , onde é possível baixar gratuitamente a primeira edição de Brat Pack (em inglês).
Por Rodrigo Garrit
Originalmente publicado no Santuário.
 

RANXEROX – THE SEX MACHINE



Ou: “Nada é sagrado, tudo deve ser dito”.
ATENÇÃOEste artigo é recomendado para maiores.

Os quadrinhos, sendo a linguagem artística mais desprezada pela Alta Cultura, é objeto de carinho e interesse especial por parte dos baderneiros. Em um mundo virado de cabeça para baixo, a forma mais desvalorizada de arte adquire uma súbita importância”.
Rogério de Campos
Na turbulência de uma revolução, surgiu o reflexo de uma atitude na cultura pop. Contestador, transgressor e amoral. Um robô feito a partir de uma máquina de Xerox (exatamente isso, a copiadora) e programado para ser um ícone dos quadrinhos italianos dos anos 80, destinado a ser eternamente lembrado como o pioneiro de um movimento que antecedeu muito do que vimos e lemos nos anos seguintes.
A ideia do Ranxerox nasceu em um ônibus, quando eu voltava para a universidade depois de uma série de batalhas contra a policia, em 1977. Havia uma fotocopiadora usada sendo chutada por vários estudantes e me veio à mente que ela poderia ser transformada, de uma simples fotocopiadora da realidade, em uma coisa mais ativa, mais bélica… poderia ser transformada em um robô por um estudante de bioeletrônica. Que foi exatamente o que desenhei para a Cannibale”.
Stefano Tamburini – citação publicada na edição especial de Ranxerox da Conrad.
Ranxerox foi criado por Stefano Tamburini em 1977 na Itália, durante o movimentoestudantil em reação ao anúncio do ministério da educação de diretrizes mais rígidas para os exames, o que ganhou proporções muito maiores, mesmo quando o então ministro Franco Maria Malfatti voltou atrás em sua decisão, o estopim da revolução já havia sido iniciado, e os jovens foram as ruas protestar por melhores perspectivas de vida para os formandos, contra o autoritarismo e claro, o próprio capitalismo.
Em meio a esse caldeirão ideológico, “Rank Xerox” começou a ser publicado nas edições undergroundsCannibale e depois na Frigidaire. Então esqueça todo aquele esquema dos quadrinhos americanos moralistas e cheios de pudores. Ranxerox é um escarro na nossa cara, a grande metáfora da vida real elevada a sua décima potência. Um androide feito a partir de uma máquina de Xerox que pode copiar as emoções humanas, entre outras funções surpreendentes. Ele é um típico sobrevivente da repressão social, morador de periferia, usuário de drogas e amante de uma nada inocente garota de 13 anos, Lubna. O que não faz dele um pedófilo… ou faz? Talvez… se fosse humano. Tecnicamente ele é um robô mais jovem do que Lubna. Mas isso envolve outras questões éticas que não cabem aqui.
A liberdade criativa dos autores de Ranxerox não conhece limites, e eles fazem uso total dela, transitando pelo mais profundo escárnio e recorrendo a todos os recursos disponíveis, desde cenas de nudez e sexo explícito, até o consumo indiscriminado de drogas e a violência gratuita que choca exatamente pelo fato de partir desse gigante cibernético descontrolado e multifuncional. Todas essas cenas são apresentadas de forma despudorada, elas existem no cotidiano dos personagens e definem aquilo que eles são; não são recursos eventuais criados com a finalidade de gerar polêmica e aumento de vendas. Ranxerox é uma das melhores coisas que já foram feitas na nona arte, algo que todo fã precisa ler para se considerar um verdadeiro nerd amante de quadrinhos.
Não estou defendendo aqui as atitudes questionáveis dos personagens, mas é preciso lembrar que elas foram criadas dentro do contexto de uma revolução, e precisava ser um grito de liberdade que expressasse de alguma forma os ideais de uma comunidade jovem, punk rock, e constantemente silenciada pelo sistema.
Houve problemas, é claro, com a marca Xerox, que não gostou de ver seu nome associado a essa HQ pouco convencional sem autorização. Eles entraram em contato pedindo que o nome fosse mudado, e tiveram a seguinte resposta, dita pelo próprio Ranx, desenhado por Tamburini: “E eu me verei obrigado a rasgar o cu de vocês”.
De qualquer forma, o nome foi alterado de “Rank Xerox” para “Ranxerox” e tudo ficou por isso mesmo.
Nosso protagonista é um robô, mas muito humano em vários sentidos. Ele tem vários comportamentos que em nada lembram a frieza robótica de algumas máquinas ( e alguns humanos). Por exemplo, ele transa. E muito.
Conforme Tamburini nos explica na história “Ranx em Nova York”, o cérebro eletrônico de Ranxerox é estruturado de maneira a produzir emoções sintéticas, induzidas por três estímulos primários: cor, timbre vocal e odor. Tais estímulos acionam relês que, por sua vez, determinam uma fotocópia de emoções (ódio, amor e indiferença). Esses sentimentos mecânicos são muito rudimentares e instáveis. Podem mudar repentinamente a respeito de uma mesma pessoa, caso ela mude de roupa ou de comportamento. Afora isso, Ranx é dotado de um violento instinto animal de sobrevivência. O único mistério é o incrível arrebatamento amoroso que ele nutre por Lubna, devido talvez a um choque na cabeça que causou a estabilização em ciclo contínuo (loop) de um programa que faz com que ele seja apaixonado por ela, e por isso não é capaz de lhe fazer nenhum mal. O mesmo não se pode dizer dos outros: Ranx é extremamente violento, dependendo do seu estado de espírito (ou programação), não olhe torto, não seja mau educado e não tente vender uma rosa. Mesmo que você seja uma garotinha singela. Seus dedos podem acabar quebrados do mesmo jeito.













Apesar da “paixão” por Lubna (que faz dele o que bem entende e deixa claro que tem por ele o mesmo sentimento de amor que a mãe dela teve por sua primeira lava-louças), Ranx é muito chegado num rabo de saia, e vez por outra apronta das suas, enchendo a cara com amigos, se drogando e transando adoidado.
Mesmo sendo um robô, Ranxerox tem um sistema nervoso artificial tão apurado que permite que ele tenha um “barato” ao usar drogas e fique excitado e tenha ereções como qualquer outro homem. Ranx é um adorável devasso, uma criatura livre, um “anti-frankenstein”… porque ao contrário do monstro criado por Mary Shelley, ele não é atormentado, não se esconde de ninguém e tem todas as noivas que desejar, embora ame apenas Lubna.
As histórias do personagem são surreais e deliciosas… cativantes do começo ao fim. É o puro suco do que de melhor se ouviu falar em cultura pop progressista nos 80 e 90, tanto em quadrinhos, quanto em cinema, literatura e teatro. Ele foi ilustrado por Tanino Liberatore e seus desenhos são belíssimos, como não poderia deixar de ser dentro dessa tradição europeia. Em alguns momentos, a arte de Liberatore me pareceu um pouco com o trabalho de Frank Quitely, mas muitíssimo superior ao traço do desenhista de “All Star Superman” (que considero um dos melhores do ramo). Fico pensando se não foi dessa escola europeia que ele encontrou inspiração para o seu trabalho. (Lembrando que Quitely é escocês).






















Stefano Tamburini, o “pai” do personagem, faleceu em 1986, vítima de uma overdose de heroína. Sua última história, intitulada “Amém”, ficou incompleta e só veio a ser finalizada em 1997 por Liberatore com ajuda do roteirista francês Alain Chabat.
Ranxerox foi publicado na íntegra no Brasil pela Conrad Editora, numa caprichada edição de capa dura contendo todas as suas histórias em ordem cronológica e excelente matéria de Rogério de Campos, situando o leitor a todos os fatos pertinentes ao contexto na qual o personagem foi criado, além de várias informações adicionais sobre os autores e os bastidores de sua trajetória.
Uma obra imperdível.
ZNORT!
Originalmente publicado no Santuário. 
Por Rodrigo Garrit
 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Avatar lança roteiro inédito de Alan Moore



Alan Moore atingiu o auge de sua criatividade na década de 80, quando lançou, entre outras obras-primas, Miracleman,Watchmen, Monstro do Pântano e tantos outros clássicos das HQs. Uma dessas obras, entretanto, ficou inédita até agora.
Fashion Beast foi um roteiro para um filme, escrito por Moore em parceria com Malcolm McLaren, o produtor responsável pelos Sex Pistols, que adapta a clássica história de A Bela e a Fera para um mundo futurístico dominado pela indústria da moda.

A obra agora está sendo adaptada para os quadrinhos por Antony Johnson como uma minissérie em 10 edições, com ilustrações de Facundo Percio.
A primeira edição, com 32 páginas, custando US$ 3.99 chega às comic shops em setembro e terá quatro capas distintas: duas normais, uma capa dupla desenhada por Percio e uma capa-tarot desenhada por Paul Duffield.
A Avatar Press é uma editora americana fundada em 1997 por William Christiansen. Ela ficou conhecida por publicar quadrinhos de “bad girls” como PandoraHellina Lookers. Publica materiais pertencentes a artistas como Frank Miller,Warren EllisAlan Moore Garth Ennis.

Alan Moore é um roteirista de quadrinhos inglês. Começou como cartunista, na revista Sounds, porém logo passou a escrever roteiros para periódicos de ficção científica, como Dr. Who Weekly 2000 AD. Na britânica Warrior, publicou Marvelman V de Vingança. Em seguida, Moore trabalhou para a editora norte-americana DC Comics, onde reinventou o Monstro do Pântano.
Após alguns trabalhos com personagens como Batman Superman, Moore escreveu Watchmen, um de seus trabalhos mais notórios. Moore chegou até a ter seu próprio selo de quadrinhos, o America´s Best Comics, onde lançou várias séries de sucesso, como A Liga Extraordinária (atualmente publicada pela editora Top Shelf), PrometheaTom StrongTomorrow Stories Top 10. Moore também escreve romances em prosa, como A Voz do Fogo, publicado aqui no Brasil pela Conrad

6 situações bizarras em jogos online

Particularmente nunca fui fã de jogos online, por diversos motivos, um deles é porque tem pessoas que levam a brincadeira muito a sério e isso acaba aterrorizando os menos competitivos, como por exemplo os 6 casos abaixo.

1. Lengend of Mir 3 – Jogador matou o outro a Facadas

Em 2005, Qiu Chengwei, um residente de Shangai de 41 anos matou a facadas seu companheiro de jogo Zhu Caoyuan. O motivo?? Zhu vendeu o “Sabre do Dragão”, uma arma que eles ganharam juntos em uma campanha.
O pior de tudo, é que Qiu ainda foi na polícia dar queixa da venda, mas a polícia disse que objetos virtuais não são protegidos por lei. Daí ele foi lá e resolveu tudo sozinho.
Por acaso, Qiu Chengwei recebeu a pena de morte.

2. Gangue Brasileira que sequestrou jogador do Gunbound

No início de 2007, 4 homens entre 19 e 28 anos bolaram um plano para roubar a senha do melhor jogador de Gunbound (jogo multiplayer), por acaso um outro brasileiro. O objetivo era vender a conta pela internet pela bagatela de 8 mil dólares!
Primeiro, armaram para a namorada dele. Não sei direito o que aconteceu, mas aparentemente ela marcou por Orkut para se encontrar com o jogador em um shopping, mas ao invés dela, estava Igor, que fazia parte da quadrilha, armado! Eles levaram o garoto para um canto, e o mais incrível é que depois de 5 horas de pressão ele não cedeu a senha por nada.
Então a gangue libertou o garoto que foi pra polícia deu queixa e prendeu todo os quatro.

3. Menina morre jogando World of Worcraft

Em 2005, uma chinesa (lá vem os orientais de novo), morreu de exaustão, após jogar o MMORPG Word of Warcraft por três dias seguidos.
Ela estava, pasmem, se preparando para matar o Black Dragon Prince. O curioso é que os seus companheiros de jogo fizeram um funeral dentro do jogo.

4. Adolescente é preso por roubar mobília virtual no Habbo Hotel

Em Novembro de 2007 um garoto de 17 anos roubou o equivalente a 6 mil dólares em mobília virtual na “comunidade online” Habbo Hotel. O Habbo é um mundo virtual onde podem ser criadas casas e cenários, porém a mobília precisa ser comprada com dinheiro real.
O Zé Goiaba criou um site falso que enganava os usuários qe inseriam as senhas. Ele então as roubava e transferia toda a mobília dos trouxas pra sua conta. A polícia (de verdade) foi chamada e o garoto preso.

5. Polícia Belga patrulha o Second Life, depois de um caso de estupro virtual

Os detalhes do caso não foram revelados, mas dois jornais belgas noticiaram, também no início de 2007, que a polícia Belga iria patrulhar o “jogo” para investigar estupros virtuais.
Pode parecer absurdo (e de fato é), mas isso provocou uma onde de discussões na web de sexólogos afirmando que um estupro virtual pode ser uma experiência traumática para gamers.

6. A praga do World of Warcraft

Em 2005 a Blizzard lançou uma nova área dentro do jogo online World of Warcraft. A “Boss Area” ou Área do chefe permitia ao “chefe” de lançar uma magia chamada “corrupted Blood” que supostamente infectava outros e causava dano em todos os jogadores por perto.
Ao contrário do que foi planjeado, os jogadores nunca se curavam e quando retornavam às suas cidades, contaminavam quase toda a população. A praga se espalhou por todos os servidores e milhares de personagens “morreram”.
A Blizzard criou uma zona de quarentena dentro do jogo e mais adiante a cura para a infecção.

Caverna do Dragão: A história sem fim


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Descole um Capacitador de Fluxo e volte no tempo até os anos 80, ligue sua tevê numa manhã qualquer e facilmente você encontrará esse desenho sendo exibido.
Se tiver problemas para descolar o plutônio para o Capacitador, então assista as reprises, também funciona.
Sucesso tremendo no Brasil, Caverna do Dragão teve três temporadas e 27 episódios. Foi co-produzida pela Marvel Productions, TSR e Toei Animation, baseada em um jogo de RPG. O desenho dispensa apresentações. Mas eu tenho que apresentar assim mesmo, porque está no manual das regras universais inconscientes de todos que escrevem matérias em sites e blogs sobre qualquer assunto. Então vamos lá: seis amigos decidem ir juntos ao parque de diversões, certo? Tipo, eles poderiam passar o final de semana trancados em casa escrevendo para sites e blogs, mas preferiram fazer esse passeio agradável. (Até porque eram os anos 80, essa galera não estava tão ligada em internet – mas, ei foi só uma piadinha, ficar trancado em pleno fim de semana escrevendo para sites e blogs não é saudável. Eu… hã… não faço isso).

Voltando ao parque, eles vão andar juntos num brinquedo chamado “Dungeons & Dragons” (O nome original do desenho em inglês, mas vocês já sabiam né?), mas acontece que essa montanha russa dos infernos engole as crianças, que atravessam um portal que as leva para um outro mundo, onde já chegam vestindo aqueles cosplays de RPG, mas em compensação ganham as maneiríssimas Armas do Poder, dadas pelo grande (haha) Mestre dos Magos.
O Mestre então (sacana que só ele) explica que pode ajuda-los a voltar para casa, mas que não é uma tarefa fácil, pois existem muitos perigos nesse mundo, como monstros, demônios, assombrações e claro, o Vingador. Daí, em vez de entrarem em choque ou terem um ataque de pânico, nossos corajosos heróis aceitam tudo numa boa (menos o Eric) e vão passando todos os episódios seguintes cumprindo missões para o Mestre dos Magos, sem perceber , é claro, que estão fazendo isso. Ah sim, eles também encontram a Uni (Pônei Maldito, segundo disse o Broilo) , que é um projeto de unicórnio que sempre atrapalha os garotos quando estão quase conseguindo voltar para casa. (Tenho pra mim que a Uni é pau mandada do Mestre dos Magos). A Uni tinha o poder de se teleportar uma vez por dia e conseguia “falar” algumas palavras. Isso aconteceu em alguns episódios e foi bizarro todas as vezes.
As Armas de Poder tinham uma durabilidade de cerca de trezentos anos, depois dissoelas ficam com a bateria fraca e precisam ser recarregadas. Como os moleques são super sortudos, já pegaram as suas com validade quase vencida e precisaram reabastecer as mesmas no Salão dos Ossos: umsantuário, onde descansam os espíritos de grandes guerreiros caídos.  As armas foram reenergizadas depois de colocadas dentro de um altar em forma de caveira dentro do Salão.
Nossos heróis e suas Armas do Poder:
Henry “Hank” Grayson, o Arqueiro é o líder natural, embora um pouco relutante, sente-se culpado por eles terem ido parar nesse mundo, sente-se culpado por não conseguir voltar, sente-se culpado por a formiguinha ter morrido, sente-se culpado por sentir tanta culpa. Sua Arma do Poder é um arco de flechas energéticas infinitas, que podem se desdobrar formando redes, cordas e pontes.
Diana Curry, a Acrobata, era ginasta na Terra. É praticamente uma Daiane dos Santos. Sua Arma do Poder é um bastão. O que foi? É um bastão. Mas é um bastão de qualidade, ele tem a incrível propriedade mágica de… se tornar um bastão maior. É uma… ótima arma. Hã.. vamos para o próximo.
Eric Montgomery, o Cavaleiro, é mimado e imaturo. Imaturo e arrogante. Arrogante e egoísta. Egoísta e… bom, vocês já entenderam. As vezes ele parece não se importar com mais ninguém além dele, mas durante a jornada aprendeu algumas lições, tendo inclusive conseguido praticar algumas nobres ações. Sua Arma do Poder é um escudo que o protege de ataques mágicos e físicos, e também é capaz de projetar poderosos campos de força.
Presto, o Mago, na verdade se chama Albert Russel Sidney, sendo que “Presto” é uma espécie de apelido, coisa normal para todo nerd que sofre bullying como ele.  Presto é atrapalhado e tímido, mas um garoto de grande coração. É a versão humana do Gorpo. Apesar disso, mostrou potencial para ser um grande feiticeiro. Sua Arma do Poder é um chapéu mágico com o qual ele materializa objetos e realiza feitiços aleatórios.
Robert “Bobby” O´Brien, o Bárbaro, é o pirralh…mais jovem do grupo. Corajoso e esquentadinho, adotou o pônei maldit… a Uni! Sua Arma do Poder é um porret… Tacape energizado que possui grande poder destrutivo, sendo capaz de derrubar paredes e causar pequenos abalos sísmicos.
Sheila O´Brien, a chapeuzinho invisível. Ou Espiã, se preferir. É irmã mais velha do Bobby. É a que menos aparece na série. Entenderam? “Menos aparece…” ah, deixa pra lá. Sua Arma do Poder é o chapeuzinho invisível. Tá bom… o “Capuz de invisibilidade”. Melhor assim?
Repararam que alguns deles têm o mesmo sobrenome que personagens da DC? “Grayson”, “Curry” e “O´Brien” são os sobrenomes dos heróis Asa Noturna, Aquaman e Homem Borracha, respectivamente. Coincidência?
A série animada nunca chegou ao fim, pois foi cancelada antes de seu devido término no EUA, onde aparentemente, não era tão popular quanto aqui no Brasil. No entanto, muitas pistas foram dadas durante o decorrer da trama, e muitas teorias foram elaboradas pelos fãs. Inclusive de que eles teriam morrido e ido para o inferno. O Vingador seria Lúcifer. E o Mestre dos Magos seria… hã… Buda? Bem, não sei, mas essa e outras teorias são pura conversa fiada. Na verdade, o Vingador claramente é o filho do Mestre dos Magos, que na verdade usou os garotos (numa pequena “troca de favores”) para tentar redimir o feioso de um chifre só. Quem assistiu o desenho com atenção conseguiu sacar isso, pois o próprio Mestre dos Magos já deixou escapar que o Vingador “já foi uma pessoa boa”, que ele foi “o seu maior erro”. Ele até mesmo já se referiu a ele como “filho”. Em um dos episódios, vemos no interior de um dos palácios do Vingador uma estátua dele, com os DOIS chifres. Teria ele perdido o outro numa batalha? Talvez contra Tiamat, A deusa Dragoa de cinco cabeças no melhor estilo “As Sete Faces do Dr. Lao”. Isso nunca foi contado. Querem saber mais sobre Tiamat   ? Esse link te leva para o Arquivo do Cadmus onde falamos do grande Dragão. Mas não sei se mostra o caminho de casa.
De fato, é possível encontrar em vários sites, o roteiro do que seria o ultimo episódio deCaverna do Dragão, chamado de “Requiem”, escrito pelo roteirista Michael Reavers, em que eles descobrem que não deveriam derrotar o Vingador, mas sim trazê-lo para o lado do bem. Não vou reproduzir aqui o conteúdo do roteiro, uma rápida busca no Google mata a curiosidade de quem se interessar. O fato é que no final, o Vingador é redimido e os jovens tem a oportunidade de voltar para casa, mas recebem um convite do Mestre dos Magos para ficar. Se eles aceitam ou não, fica em aberto.

“O destino de um é partilhado por todos”.
Mestre dos Magos










Por Rodrigo Garrit
 Originalmente publicado no Santuário

10 dúvidas cruéis sobre séries

Não é apenas nos filmes que estamos cheios de esterótipos saturados,e algumas dúvidas crueis.Isso também assombra as séries na Televisão.Confira.
01. Por que ninguém diz tchau ao telefone?
Ao receber uma notícia bombástica, ou após ouvir a informação que queria, a pessoa vai e desliga o telefone na cara da outra. E acontece em qualquer série! Cadê a educação dessa gente…? Tu-tu-tu-tu…
02. Por que todo mundo sabe atirar?
Na vida real não é fácil usar uma arma de fogo – na vida real. Na séries, qualquer um que pega num revólver já sai disparando como atirador profissional. Mas e a pontaria? E o coice da arma? E a recarga? Ah, se a gente fosse se apegar a esses detalhes…
03. Por que ninguém nunca come a comida toda?
Tem cena de refeição na série? Então, pode reparar que cada personagem só dá duas garfadas no máximo – e isso se não largar todo o rango no prato. É batata! Quer dizer, só um tiquinho de purê..
04. Por que os pais têm quase a mesma idade de seus filhos?
É inacreditável! Isso rola direto em seriados teen, mas não é apenas exclusividade deles. Em LOST, temos Locke e Anthony Cooper que não nos deixam mentir. Quanta cara de pau…
05. Por que ninguém conversa no caminho?
Algo acontece num local, os personagens que viram tudo vão embora… e só vão comentar o ocorrido ao chegar noutro lugar. Por que não falaram do assunto no carro? Rolou a clássica brincadeira da vaca amarela?
06. Por que todo mundo sabe os telefones dos outros de cor?
Bina? Lista telefônica? Pra quê? Ninguém no mundo das séries precisa consultar anotações para fazer uma ligação. Ah! E eles só apertam três números, e as pessoas do outro lado atendem sem deixar tocar. Incrível!
07. Por que os assassinos de CSI dão tanto mole?
Pensa bem: qual o criminoso que guardaria sua própria roupa ensangüentada? Ou que voltaria a usar o mesmo tênis da noite do crime? Tudo bem que Grissom e companhia são bons peritos, mas os matadores bocós facilitam muito a vida deles
08. Por que as pessoas sempre chegam no momento de cenas cruciais?
Quando alguém vai fazer alguma revelação ou confissão para outra pessoa sobre assassinato, traição, gravidez ou filho bastardo, pode esperar: vai aparecer uma outra pessoa do nada! Aí rola a música de tensão, entram os comerciais ou acaba o episódio…
09. Por que os assassinos sempre fazem um discurso antes de matar?
É só apertar o gatilho, cravar a espada ou empurrar a pessoa precipício abaixo. Mas não: o matador tem que dar um sermão – que, na verdade, é só para dar tempo do agente/policial/herói chegar e salvar a vítma. E o idiota acaba não matando ninguém. Grr!
10. Por que ninguém faz espuma ao escovar os dentes?
Comprovado: as pastas de dente de Hollywood são as únicas no mundo que não fazem espuma. O cara mexe a escova por toda a boca e nada da clássica babinha branca. Ah! E ninguém também nunca enxagua a boca nem a escova. Eca!
Fonte : obuteco

Primeiro pôster de Robot & Frank

Robot & Frank, comédia dramática de ficção cientifica estrelada por Frank Langella e Liv Tyler teve seu primeiro pôster divulgado, confira.

Na trama dirigida pelo estreante Jake Schreier, Frank (Langella) é um velho ranzinza que visita todo dia a biblioteca local, onde tem um brilho nos olhos para a bibliotecária. Seus filhos já crescidos estão preocupados com o bem-estar do pai e compra-lhe um robô zelador. Inicialmente resistente à idéia, Frank logo aprecia os benefícios da robótica, como refeições nutritivas e uma casa limpa e, eventualmente, começa a tratar seu robô como um verdadeiro companheiro.
James Marsden (o Ciclope de X-Men), Susan Sarandon, Peter Sarsgaard e Jeremy Strong completam o elenco.
Robot & Frank estreia nos EUA em 24 de agosto.